Regina Casé: "A gente fala dos assuntos mais cabeludos e todo mundo morre de rir"
Ao longo de sua carreira, a atriz Regina Casé conquistou público e crítica com interpretações marcantes e únicas na comédia e no drama.
A lista é grande.
A escrachada Tina Pepper, da novela Cambalacho, em homenagem a Tina Turner; a hilária antropóloga que no Programa legal tentava, sem êxito, explicar a Bahia ao resto do país, e a batalhadora e dedicada empregada doméstica Val, do filme Que horas ela volta?, que precisa equilibrar a lealdade aos seus patrões e os cuidados com a filha deixada em sua cidade natal e que fica hospedada provisoriamente na casa em que ela trabalha.
Muito próxima a Salvador nas últimas décadas, Regina volta à cidade a trabalho no próximo mês.
A peça Viva! Vida!, escrita e dirigida por seu marido Estevão Ciavatta Pantoja, com codireção e cenário de Daniela Thomas, estará em cartaz no Teatro Castro Alves, nos dias 16, 17 e 18 de outubro.
Nesta entrevista, a atriz fala sobre o seu novo trabalho, as suas preocupações com o mundo, o desejo de aprender, e lembra da sua celebridade na infância e o costume de ser acordada quando criança pela sua mãe e seu pai, Geraldo Casé, criador do Sítio do Pica-Pau Amarelo.
Viva! Vida! é uma realização do CCBB Salvador, com classificação livre e 90 minutos de duração.
As sessões ocorrerão de sexta a sábado, às 20h, e domingo às 19h, com ingressos que vão de R$ 150 (inteira) a R$ 25 (meia).Viva! Vida! surgiu porque há alguns temas da atualidade que você queria compreender melhor.
Meio ambiente, tecnologia... eu queria que você falasse sobre qual desses assuntos lhe preocupa mais e o que a motivou propor o espetáculo?Na verdade, o Estevão estava fazendo uma série de reuniões com vários cientistas para um trabalho que ele faz em realidade virtual para a Amazônia.
Eu me interessei muito, estava muito interessada e com a vida que a gente leva, assim, corrida, não dá para parar e estudar.
Com aquele Um Pé de Quê?, programa de árvores (exibido no Canal Futura desde o ano 2000) que a gente fez por muitos anos, era uma vontade muito grande que eu tinha de estudar, de conhecer aquelas árvores in loco, tudo isso.
E mais uma vez o que me moveu é que eu quero entender melhor isso.
Eu os ouvia falando na reunião e pensava: poxa, além de eu entender, como é bonito... é uma linguagem que apesar de científica me parecia quase que poética.
E aí o Estevão me chamou para ir a essas reuniões e eu me sentia à vontade também para falar as minhas loucuras, que estão na minha cabeça, e eles iam dando corda.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.