Scouts, análises, tecnologia e paciência; como os clubes procuram os próximos talentos do futebol
Em 2019, Gabriel Martinelli tinha apenas 18 anos e vivia seu primeiro grande momento no futebol profissional.
O desempenho chamou a atenção de clubes brasileiros e estrangeiros.
O Arsenal venceu a disputa e contratou o atacante por cerca de 6 milhões de libras.
Martinelli é um exemplo interessante para entender uma questão cada vez mais importante no futebol: como identificar um jogador antes que o mercado inteiro consiga enxergar o que ele pode se tornar? Há uma parte importante dessa história: Martinelli nunca esteve completamente escondido.
O Manchester United já o havia observado.
O Barcelona também conhecia o jogador.
O Arsenal não descobriu sozinho um talento invisível ao restante do futebol.
O verdadeiro desafio dos clubes é encontrar o valor antes que esteja completamente evidente.
O talento não aparece pronto No futebol de base, há uma diferença fundamental entre descobrir quem é o melhor jogador hoje e identificar quem pode se tornar um dos melhores amanhã.
Por isso, o scouting trabalha com uma pergunta que não tem resposta simples: o que estamos vendo é o jogador ou apenas o estágio atual de desenvolvimento daquele jogador? “Um dos erros ao avaliar o jogador é achar que aquilo de hoje é o ‘para sempre’.”, diz Jow Vojnovic, analista e proprietário da Pro Scout.
O exemplo citado por ele é Zé Lucas, que disputou a Série A pelo Sport em 2025.
Mesmo com o time em fase ruim, o jogador se destacou.
Em 2026, foi contratado pelo Cruzeiro como uma grande aposta para o futuro.
O mais importante para encontrar uma nova promessa não é buscar o desconhecido, mas o que ainda não terminou de se desenvolver.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.