Lula pede investigação sobre criptomoedas distribuídas por apoio a Flávio Bolsonaro
A campanha do presidente Lula prepara medidas judiciais contra Flávio Bolsonaro (PL) por causa de um projeto que oferece criptomoedas a usuários que divulguem conteúdos favoráveis ao senador e à iniciativa identificada como B22.
O grupo petista aponta possíveis irregularidades eleitorais, incluindo abuso do poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação social e compra de votos.A iniciativa prevê a distribuição de tokens a quem compartilhar publicações sobre o projeto, que associa apoio eleitoral a Flávio Bolsonaro à arrecadação de recursos para crianças em Uganda, na África.
As acusações apresentadas pela campanha de Lula podem resultar em consequências eleitorais, incluindo a cassação de chapa, caso as infrações sejam comprovadas.O caso ganhou repercussão após uma reportagem da Folha de São Paulo revelar, em 6 de outubro, a criação de um site que oferece tokens gratuitos em troca da divulgação de mensagens relacionadas ao B22.Vídeos com crianças africanas alcançam mais de 1,2 milhão de visualizaçõesA divulgação do projeto ocorre também por meio do perfil hyperskidsafrica, no Instagram, que reúne 12,9 milhões de seguidores e arrecada dinheiro para a construção de casas destinadas a crianças em Uganda.Um dos vídeos publicados mostra crianças usando camisetas amarelas com a inscrição B22 token enquanto dançam e cantam "vota, vota e confirma, 22 é Bolsonaro".
A gravação já ultrapassou 1,2 milhão de visualizações.De acordo com as informações disponíveis no site do projeto, parte dos recursos obtidos com as vendas da criptomoeda será destinada a iniciativas voltadas às crianças ugandenses.
A página também oferece tokens a usuários que promovam o conteúdo nas redes sociais, com a possibilidade de obter ganhos financeiros caso os ativos se valorizem.Durante a gravação, as crianças incentivam a compra e o compartilhamento da moeda digital.
"Por favor, confiem em Nikolas Ferreira, Flávio Bolsonaro, Pablo Marçal", dizem as crianças.
"O propósito do novo token é ajudar o Brasil.
No segundo turno, dê uma chance, vote diferente."Idealizador admite estratégia para alcançar eleitores de LulaKevim Flores, responsável pela criação do projeto B22, abordou os objetivos eleitorais da iniciativa durante uma transmissão ao vivo no Instagram na noite de quarta-feira, 8.Na ocasião, ele afirmou que a estratégia busca alcançar inclusive pessoas que votaram no número 13, associado a Lula.
"A gente vai conseguir com que várias pessoas que votaram no 13 compartilhem em suas redes sociais o B22", disse em vídeo com Nahuel Medina, braço-direito de Pablo Marçal, que integra a campanha de Flávio Bolsonaro.
"Isso é extremamente estratégico", disse.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.