O que a maioria dos brasileiros pensa sobre pena de morte e redução da maioridade penal
A nova edição do Indice de Conservadorismo de Costumes da Ipsos-Ipec , divulgada nesta terça-feira, 13, mostra o avanço do conservadorismo em relação à pauta de costumes e valores morais.
A pesquisa aferiu o posicionamento da população sobre temas como legalização do aborto, pena de morte, redução da maioridade penal, casamento entre homossexuais e prisão perpétua para crimes hediondos.
A escala varia de 0 (totalmente progressista) a 1 (totalmente conservador).
O índice alcançou a marca de 0,680 — um resultado que se aproxima dos patamares de 2016 (0,686) e 2018 (0,689), os mais elevados da série histórica, após um leve recuo no ano passado (0,652).
A proporção de brasileiros que se encaixa em um “alto” grau de conservadorismo sobre costumes cresceu seis pontos percentuais, de 49% para 55%.
Aqueles do grupo “médio” agora são 38% (antes, eram 44%), enquanto os que são classificados como parte do “baixo” ficaram em 7%, uma queda de apenas um ponto percentual em comparação a 2025.
“O avanço é acompanhado pelo crescimento do apoio à pena de morte, à prisão perpétua e à redução da maioridade penal, enquanto o apoio ao casamento entre homossexuais e ao aborto permanecem em patamar semelhante ao observado no levantamento anterior”, afirmou a Ipsos em comunicado.
“As pautas relacionadas à segurança pública continuam concentrando os maiores níveis de apoio entre os brasileiros e apresentam crescimento em relação ao levantamento anterior.” + Diversidade: pesquisa inédita mostra sinais de retrocesso após avanços históricos Continua após a publicidade A pesquisa foi realizada entre 9 e 13 de setembro, com 2.000 entrevistas em 130 municípios.
Foi possível traçar um perfil do que seriam conservadores e progressistas a partir de visões compartilhadas sobre os assuntos abordados.
O avanço conservador é puxado por brasileiros de 25 a 34 anos, regiões Norte e Centro-Oeste do país, moradores das capitais, mulheres e pessoas com renda familiar superior a 5 salários mínimos.
A maioria dos participantes (78%) disse ser a favor da prisão perpétua para crimes hediondos e da redução da maioridade penal (71%).
Além disso, 52% concordaram com a pena de morte, um aumento de nove pontos, o que representa “uma das mudanças de opinião mais significativas em relação ao estudo anterior”, de acordo com a Ipsos.
Continua após a publicidade “Se em 2025 predominava a rejeição à medida, com 49% dos brasileiros contrários e 43% favoráveis, em 2026 o quadro se inverte.
O apoio à proposta cresce e passa a ser majoritário, atingindo 52%, enquanto a parcela contrária recua para 40%.
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