“Demitir petista”: MPT recebe 530 denúncias de assédio após eleição
Diversos políticos, empresários e influenciadores de direita passaram a incentivar a demissão de funcionários que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o boicote a estabelecimentos que ajudaram a reeleger o petista.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) já recebeu 530 denúncias de assédio eleitoral após o resultado das eleições.Os números registrados de 23h59 do último domingo, 25, até as 17h45 de terça-feira, 27, correspondem a 21,4% das 2.467 denúncias recebidas pela instituição em todo o ano.
Até o fim do primeiro turno, o MPT recebeu 991 denúncias.
No segundo turno, foram registrados 946 novos casos.
Até o fim do primeiro turno, o MPT recebeu 991 denúncias.
No segundo turno, foram registrados 946 novos casos.
Leia Também: EM FAMÍLIA Carlos Bolsonaro pede desculpas ao pai: “A gente falhou” CRISE Prefeito de Jequié demite própria esposa após pressão e crise na Saúde REFORMA POLÍTICA Hugo Motta anuncia mudança na eleição de deputados; entenda o voto distrital misto De acordo com o órgão, o volume chama a atenção para a continuidade das práticas de assédio eleitoral mesmo após o encerramento da votação, com publicações nas redes sociais, com frases como “demitir petista”, que incentivam empresários a demitir trabalhadores que votaram em determinado candidato.
Segundo o Ministério Público do Trabalho, retaliar um funcionário pela sua escolha na urna é crime - Foto: Reprodução | Redes Sociais Importante pontuar que ameaças de demissão, dispensas, recusa de contratação e outras formas de retaliação motivadas pelo voto dos trabalhadores podem configurar assédio eleitoral e podem ser alvo de investigação do MPT.Gláucio Araújo de Oliveira, procurador-geral do Trabalho, afirmou que a liberdade de escolha política deve ser respeitada também no ambiente de trabalho.
O empresário é dono do negócio, e não do voto do seu empregado.
Demitir trabalhadores por sua convicção política é ilegal e será alvo de atuação do MPT perante a Justiça do Trabalho.
Segundo o Ministério Público do Trabalho, retaliar um funcionário pela sua escolha na urna é crime.
Além disso, o entendimento do órgão é que terceiros que atuam como instigadores dessas demissões também podem sentar no banco dos réus.Como denunciar um caso de discriminaçãoPara denunciar algum caso de discriminação política, é importante guardar provas, como capturas de tela de mensagens e publicações em redes sociais, áudios, gravações de tela e informações sobre possíveis testemunhas.O MPT continua recebendo denúncias relacionadas a práticas ocorridas antes, durante e depois das eleições.As denúncias podem ser feitas de forma remota e sigilosa pelo site do Ministério Público do Trabalho ou presencialmente em qualquer unidade do órgão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.