Angola é nova fronteira para a expansão do agronegócio brasileiro
O tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acelerou uma busca que já estava no radar de empresários e do governo: encontrar novos mercados e reduzir a dependência de poucos parceiros comerciais.
Em Luanda, 30 empresários brasileiros participam de uma agenda de negócios para conhecer oportunidades de investimento em Angola.
A aposta é transformar a aproximação entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e João Lourenço em negócios, investimentos e produção local.
E o agronegócio está no centro dessa estratégia.
Leia Mais O Brasil que corre nos rios molda novos caminhos logísticos Arco Norte consolida protagonismo no escoamento da safra, aponta Conab Agro ajuda a construir imagem do Brasil, diz pesquisa Marca Brasil “ Com o tarifaço , temos que buscar mercados.
A África é uma oportunidade fantástica”, afirma o economista Roberto Gianetti da Fonseca, ex-secretário-executivo da Camex (Câmara de Comércio Exterior), que acompanha há décadas as relações comerciais brasileiras com o continente africano.
Gianetti diz já ter vindo mais de 70 vezes à África e defende uma mudança na forma como o Brasil enxerga o continente.
Para ele, a estratégia não pode se limitar à venda de produtos brasileiros.
“Temos que olhar para a África com um olhar de parceria, inovação e produção local.
É bom para investir aqui e é bom para o brasileiro investir aqui”, afirma.
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