Diarista que matou casal em BH pode passar por exame de sanidade
Belo Horizonte — O pedido para avaliar a saúde mental da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos , ré pelo latrocínio do casal de idosos Cláudio Atala Inácio, de 75, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 , passou a tramitar em uma ação cautelar sob sigilo na Justiça de Minas Gerais.
Os dois foram mortos dentro do apartamento onde viviam, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, em junho deste ano.
A decisão foi publicada nessa quarta-feira (12/8) pelo juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira, da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte.
O magistrado determinou que a ação cautelar tramite vinculada ao processo criminal, por considerar que há conexão entre os dois casos.
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1 de 2 Paola foi indiciada por duplo latrocínio após matar casal e roubar os pertences deles em BH Reprodução/Redes sociais 2 de 2 Diarista que matou casal em BH chegando para reconstituição Daniel Galera / Reprodução Leia também Minas Gerais Casal morto em BH: saiba por quais crimes a diarista Paola responderá Minas Gerais Defesa diz que diarista agiu sozinha em latrocínio de casal em BH Minas Gerais Primo que indicou diarista a casal morto deve ser investigado, diz MP Será nesse procedimento separado que a Justiça analisará se deve instaurar o chamado incidente de insanidade mental, usado para apurar se uma pessoa tinha capacidade de compreender o caráter ilícito de seus atos no momento do crime.
A avaliação da saúde mental de Paola foi solicitada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) após um pedido feito pela defesa da diarista.
A instauração do incidente, no entanto, ainda não foi autorizada.
Por enquanto, o processo criminal principal também continuará tramitando normalmente e não será suspenso.
A defesa havia solicitado ainda a realização de um estudo social sobre a vida de Paola.
O juiz decidiu que o pedido será analisado posteriormente, depois da definição sobre a instauração ou não do incidente de insanidade mental.
Processo continuará público A defesa também pediu que todo o processo criminal tramitasse em segredo de Justiça, citando a grande repercussão do caso e a existência de documentos com informações pessoais.
O pedido, porém, foi negado.
Segundo o magistrado, a publicidade é a regra nos processos judiciais, especialmente em ações penais públicas, e há interesse da sociedade em acompanhar o andamento do caso.
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