Vamos naturalizar as violências praticadas pelo Cerro?
O Palmeiras não conseguiu ganhar do Cerro Porteño em seu estádio e agora encara a chance real de ser eliminado da Libertadores nas oitavas de final. O resultado cria muita tensão para a partida de volta; se foi difícil vencer em casa, não vai ser mais fácil fazer o resultado no Paraguai. O Palmeiras teve o domínio, criou mas não colocou a bola na rede a não ser pelos pés de Flaco já no final do jogo. Depois disso, recuou e sofreu o empate nos acréscimos. O time tem que ser responsabilizado, evidentemente. Abel também. A ausência de Paulinho está custando caro. Muitas camadas podem ser analisadas, e vejo pelo noticiário que estão sendo. Queria falar de uma que talvez esteja faltando: a violência do time do Cerro.
Ah, mas Libertadores é assim, podem argumentar alguns. Um argumento falho e facilmente desmontado: se é assim deveria deixar de ser. Arbitragem não pode atuar para compactuar com pontapés sem bola. No primeiro tempo pelo menos um jogador do Cerro deveria ter sido expulso: o que fez a falta de Vitor Roque. Um pontapé desleal e criminoso que poderia ter mandado Vitor Roque para a mesa de cirurgia.
O time paraguaio entrou para bater e segurar o jogo. Muitos dos que se revoltaram quando a seleção Paraguaia atuou de forma semelhante na Copa calaram diante do que fez o Cerro contra o Palmeiras. Não podemos achar normal que tanta violência exista em campo. A arbitragem precisa ser cobrada, a Conmebol precisa agir. Houve uma expulsão no jogo: de um atleta do Palmeiras. Nem acho que caiba debater essa expulsão em si; o que cabe é analisarmos a conivência da arbitragem, que não foi sequer capaz de acrescentar o devido tempo de acréscimo, com os pontapés dados pelos paraguaios. Isso não é futebol. Se você, assim como eu, não é palmeirense esse assunto deveria ser do seu interesse também porque amanhã os pontapés serão ignorados contra nossos times.
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