O ‘inferno astral’ dos marqueteiros nas campanhas presidenciais de 2026
O papel do marqueteiro em um período eleitoral pode ser crucial para um político ser eleito — e todos que trabalham em uma campanha sabem disso.
Exemplos não faltam: em 2006, João Santana assumiu a dura missão de reconduzir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Planalto, enquanto ex-ministros, parlamentares e aliados eram alvos de investigações e denúncias em um dos maiores escândalos políticos do Brasil, o Mensalão.
Mesmo com os ventos contrários, Santana foi crucial para ajudar o petista a permanecer por mais quatro anos no poder.
Na sequência, o baiano natural de Tucano ainda esteve à frente das vitoriosas campanhas de Dilma Rousseff em 2010 e 2014 — este pleito, já com a Lava-Jato no calcanhar petista e a economia em séria crise.
Boas campanhas também passaram pelas eleições vitoriosas de Fernando Collor com o eterno “caçador de marajás” e, no passado mais recente, João Doria com o slogan “Acelera, São Paulo”.
Mas nas eleições de 2026, ao analisar o período de pré-campanha e este começo de disputa por votos, o que chama a atenção são as rusgas entre os presidenciáveis e seus escolhidos para a construção de uma imagem que cative o eleitorado.
Um dia após o início oficial da campanha, no último domingo, 16, Ronaldo Caiado (PSD) ficou sem o marqueteiro Paulo Vasconcelos .
De acordo com pessoas que integram a campanha, o motivo da troca se deveu a uma divergência de posicionamento, justamente, em relação a Flávio Bolsonaro (PL) .
Vasconcelos defendia que Caiado se apresentasse ao eleitorado nacional, antes de contestar a experiência do primogênito de Jair Bolsonaro.
Parte da campanha, entretanto, queria que Caiado “partisse para o ataque” e citasse a inexperiência de Flávio em cargos do poder Executivo.
As mudanças preocupam as campanhas pelo fato de o horário eleitoral gratuito em rádio e TV começar em 28 de agosto — o que torna as campanhas, já curtas, uma corrida contra o tempo.
Outro presidenciável que contará com novo marqueteiro de última hora é Augusto Cury (Avante) .
Leandro Grôppo saiu da equipe e dará lugar a Sergio Lima .
Com Grôppo, a equipe de imprensa também saiu para um novo grupo de comunicadores que estará mais alinhado com o novo integrante da campanha.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.