PT orienta porta-vozes a 'sair da defensiva'
"Nós não podemos ficar na defensiva, temos que ir na ofensiva". Esta foi a principal mensagem do comando da campanha de Lula para seus militantes e porta-vozes hoje. A ordem é repetir nas redes sociais o que tem sido dito pelo presidente da República: "Para Lula, quem errou deve pagar e Lula quer que se investigue todo mundo, mas todo mundo mesmo, seja parente, político, delegado ou juiz ou ministro."
A mensagem da coordenação da campanha foi transmitida à militância pelo secretário nacional de comunicação do PT, Éden Valadares. Na lista de transmissão, estão cerca de 140 mil pessoas do grupo Porta-Vozes do Lula e outros 30 do grupo Pode Espalhar.
Sem citar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, o dirigente afirma que Lula não tem "preferidos". Nesta crise do Supremo, a conta tem caído nas costas do presidente porque o eleitorado associa o ministro denunciado a ele. A situação piorou e alimentou a máquina bolsonarista depois que Moraes foi defendido por dois dos últimos ministros nomeados por Lula: Flávio Dino e Cristiano Zanin. O comportamennto de Lula, que ora elogia o trabalho de Moraes no processo da tentativa de golpe e ora cobra que ele seja investigado, também não tem facilitado a defesa dos petistas.
"Há um único candidato a presidente da República investigado por envolvimento no escândalo do Banco Master. Só tem um dos concorrentes à Presidência da República que pediu e que recebeu milhões de reais das mãos do banqueiro [Daniel Vorcaro]", diz Valadares, que complementa: "ele não é suspeito, ele já é investigado pela Suprema Corte por corrupção, por lavagem de dinheiro e evasão de divisas".
O petista afirma que o adversário quer criar uma "cortina de fumaça" para esconder sua ligação com o banqueiro, a quem pediu R$ 134 milhões para supostamente financiar a cinebiografia sobre seu pai, o filme "Dark Horse".
Coordenador da campanha lulista, Valadares cita nominalmente o relator do caso Master no STF, André Mendonça, a quem atribui o agravamento da crise institucional. "Quando o ministro relator permitiu que vazamentos seletivos fossem para as ruas e revelassem os nomes de uns, mas não de outros, ficou a suspeita de tentativa de manipular as eleições, de tentativa de influenciar o andamento da disputa eleitoral e de privilegiar um dos candidatos."
O dirigente petista não poupou o nome dos outros ministros, afirmando que Mendonça "sabia que familiares do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, do ministro Fux, do ministro Alexandre de Moraes, do ministro Toffoli, além de citações a ele próprio, André Mendonça e o tal do instituto [Iter], todo mundo aí foi citado e pode estar supostamente envolvido com o escândalo do Banco Master ou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro."
Pela manhã, em entrevista à Rádio Tupi, no Rio de Janeiro, Lula já tinha citado o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. E de forma nada elogiosa. "Saiu até uma matéria, um cidadão [Nunes Marques] que teve mulher que custou R$ 10 mil, e ainda ele não pagou, mandou o banco pagar.
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