Sakamoto: Canetas emagrecedoras no SUS vão salvar vidas e economizar gastos
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Oferecer canetas emagrecedoras no SUS pode salvar vidas e reduzir gastos com internações e tratamentos de doenças ligadas à obesidade, avaliou o colunista Leonardo Sakamoto no UOL News - 2ª edição , do Canal UOL.
Lula disse que pode incluir no SUS as chamadas canetas emagrecedoras . Um comitê de saúde do governo havia recomendado não incorporar o medicamento por causa do impacto financeiro, e Sakamoto defendeu que o foco precisa ser o tratamento de obesidade crônica, com indicação e acompanhamento médico.
A ideia de distribuir remédios para combate à obesidade no SUS é fundamental. Não estou falando de questões estéticas. O que estamos falando é redução de peso em pacientes com obesidade crônica ou mórbida e que não conseguem perder peso de outras formas.
Esse debate não é sobre quem está querendo simplesmente emagrecer para aparecer bonito no Instagram.
O uso responsável e acompanhado de genéricos vai reduzir infarto, AVC e outros tipos de doenças cardiovasculares e casos de demência também relacionados à questão de problemas com obesidade crônica.
'Ah, isso vai custar R$ 7 bi, R$ 8 bi, R$ 9 bi, R$ 10 bi'. Vai! Mas imagina a quantidade de dinheiro que vai salvar em internação, em remédio, em condições de superlotação de hospitais. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
Para o colunista, a medida não deveria ser tratada como "item de luxo" nem como atalho para emagrecimento por aparência. Ele disse que a população mais pobre não tem dinheiro para comprar medicamentos como a semaglutida e que a compra em grande escala pelo SUS pode derrubar preços.
Esse cálculo de R$ 12 mil por ano é exagerado. Hoje em dia, você consegue comprar os produtos por R$ 200, R$ 300 por mês e, com compra maciça por parte do SUS, o preço vai lá embaixo. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
Ele também criticou a ideia de que o tratamento se resumiria a "comer direito", e disse que parte da população vive em "desertos alimentares" e se alimenta de ultraprocessados por falta de tempo e dinheiro. Para ele, políticas de reeducação alimentar e saúde precisam avançar junto com o acesso a medicamentos.
O mimo está sendo dado pelo fato da pessoa gostar de você ou pelo fato do cargo que você ocupa? É o cargo que você ocupa, as decisões que você pode tomar e as facilidades que você pode abrir. Vocês acham que isso é de graça? Isso não é de graça. Quando um ator público aceita essas coisas, é outros 500. Não existe almoço grátis. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
O Milton Leite não é o fim. Ele é uma parte desse novelo de lã que tem que ser desenrolado e ainda vai chegar a muita gente graúda. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
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