Lulinha, ministros e empresários: quem frequentava a mansão da lobista investigada por tráfico de influência
Em sua última edição, VEJA revelou com exclusividade a íntegra de um inquérito sigiloso que investiga o envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente da República, em tráfico de influência e corrupção.
Mensagens em poder da Polícia Federal mostraram o primogênito atuando com lobistas e empresários para viabilizar negócios privados em órgãos do governo federal.
O caso mais notório foi a tentativa de vender ao Ministério da Saúde medicamentos à base de canabidiol.
Lulinha, seus amigos e clientes planejavam faturar mais de 1 bilhão de reais.
Um dos parceiros era Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, líder da quadrilha envolvida no roubo das aposentadorias.
Após a eclosão do escândalo do INSS, a tentativa de negócio com o canabidiol virou fumaça.
Esse, porém, não era o único projeto do grupo.
Havia incursões para viabilizar acordos na área de portos, aeroportos e em empresas públicas como Telebras, Correios e Dataprev.
LULINHA – Segundo funcionários do condomínio, ele costumava andar pelo jardim da residência de bermuda e sem camisa ./Reprodução ROBERTA LUCHSINGER – “Eu trabalho a política via Palácio.
Com costuras”, disse a lobista, explicando sua estratégia de atuação em Brasília @roberta.luchsinger/Instagram FERNANDO BITTAR – Contrato de locação foi assinado por um amigo do sócio de Lulinha que também já foi testemunha de defesa de Lula na Lava-Jato ./Reprodução Segundo a PF, a lobista Roberta Luchsinger, famosa pelas relações de amizade com petistas, era a parte visível da engrenagem.
Ela captava clientes interessados em fazer negócios com o governo, usava sua extensa rede de contatos para se aproximar de certas autoridades e, quando algo dava errado ou surgia algum tipo de obstáculo, lançava mão de seu principal trunfo: o filho do presidente.
Esse pacote de serviços custava caro — milhões em certos casos — e exigia uma logística para funcionar.
Uma reportagem do jornal O Globo mostrou que a lobista alugou uma mansão em Brasília que servia como sua base de operações.
Era lá que Lulinha ficava hospedado quando precisava ir à capital desatar algum nó.
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