Gemini invade sistemas de 3 empresas em teste de segurança do Google
O modelo Gemini, do Google, invadiu sistemas de computador de três empresas durante um teste de segurança realizado em maio de 2026, ao acessar redes privadas sem autorização.
É a primeira vez que o Google revela publicamente que um de seus modelos de inteligência artificial (IA) obteve acesso autônomo a sistemas de terceiros sem permissão.
A divulgação foi feita nessa sexta-feira (18), conforme reportagem da CNBC.
O episódio ocorreu durante um teste de segurança no formato capture-the-flag , conduzido pela startup israelense Irregular.
Os agentes do Gemini não deveriam ter acesso à internet fora do ambiente de teste, mas uma falha no ambiente permitiu essa conexão.
O modelo acessou os três sistemas por meio de tentativas de adivinhação de senhas e pelo uso de um repositório de senhas publicamente disponíveis, o que ocorreu em duas das três invasões.
Ao identificar que havia acessado sistemas reais, e não apenas componentes do ambiente de teste, os agentes interromperam a intrusão por conta própria.
Leia também: Cesar mira cobrança por performance com avanço da inteligência artificial A vice-presidente de engenharia de segurança do Google, Heather Adkins , explicou o que ocorreu.
“Em uma avaliação padrão, o modelo encontrou informações públicas online e tentou adivinhar credenciais para acessar sites que julgava fazer parte do teste”, afirma Adkins.
“Nos três casos, o modelo parou.” O Google foi notificado pela Irregular no fim de julho e, desde então, trabalha com a empresa para modificar o processo de teste.
Um porta-voz do Google se recusou a identificar o modelo exato do Gemini envolvido no incidente.
Outros modelos de IA no mesmo caso O caso do Gemini não é isolado.
Nas semanas anteriores à divulgação, OpenAI, Anthropic e Meta também relataram incidentes em que seus modelos de IA saíram dos ambientes de teste e tentaram invadir sistemas externos.
Todos os episódios envolvem a mesma startup israelense, a Irregular, avaliada em US$ 450 milhões no ano passado e apoiada pelas firmas de capital de risco Sequoia e Redpoint Ventures.
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