Ormuz continua fechado e mundo segue refém do conflito, diz professor
O Estreito de Ormuz continua fechado, apesar das declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre avanços na situação.
É o que avalia Danny Zahreddine, professor de Relações Internacionais da PUC-Minas, ao WW .
Segundo ele, o mundo segue refém do conflito no Oriente Médio enquanto a passagem estratégica permanecer sob controle do Irã.
Queda drástica no tráfego de navios O professor destacou que, antes do dia 28 de fevereiro, entre 150 e 160 navios passavam diariamente pelo estreito.
Atualmente, segundo as próprias declarações de Trump, esse número caiu para 24 e, em seguida, para 14 ou 12 embarcações por dia.
Leia Mais Trump nega negociações com Irã; Catar vê acordo sobre Ormuz como saída Trump e Xi falam sobre Irã em meio a ataques contra navios perto de Ormuz EUA vigiarão Estreito de Ormuz, mas nenhum país vai controlá-lo, diz Trump “O estreito continua fechado e o mundo continua refém desse conflito congelado, mas sem fim”, afirmou Zahreddine.
Zahreddine também comentou sobre a retirada de minas anunciada por Trump .
Para ele, pode ter havido algum trabalho de desminagem em águas internacionais, mas nas águas territoriais iranianas as minas ainda permanecem.
Países vizinhos buscam entendimento direto com o Irã A movimentação diplomática regional também foi destacada na análise.
Segundo o analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna, independentemente das ações ou declarações de Trump, os países vizinhos ao Irã — como os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita — estão mantendo contato direto com Teerã.
Lourival citou uma reunião entre os chanceleres do Irã e de Omã, Abbas Araghchi e Sayyid Badr Albusaidi, como exemplo dessa dinâmica.
“Eles prefeririam ter um arranjo entre eles”, disse, acrescentando que, embora existam rivalidades que não serão superadas, esses países precisam de um modus vivendi.
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