Pai é condenado a mais de 24 anos de prisão por matar filha de 4 anos asfixiada em SP
Pai acusado de matar filha de 4 anos por asfixia em 2015; relembre o caso O cozinheiro Ricardo Krause Esteves Najjar foi condenado na sexta-feira (14) a 24 anos, 10 meses e 20 dias de prisão pelo assassinato da filha, Sophia Kissajikian Cancio Najjar, de 4 anos, morta por asfixia em 2015, na Zona Sul de São Paulo.
A decisão foi tomada pelo Conselho de Sentença após três dias de julgamento.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a condenação foi obtida pela promotora de Justiça Luciana André Jordão.
O réu voltou ao Tribunal do Júri após uma longa disputa judicial que chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Esta foi a terceira vez que o caso foi analisado por um júri popular.
Em 2018, Ricardo Krause havia sido condenado a 24 anos e 10 meses de prisão por homicídio doloso qualificado pela morte da filha.
Porém, em 2020, o Tribunal de Justiça de São Paulo anulou o julgamento ao reconhecer contradições nas respostas dadas pelos jurados aos quesitos apresentados.
No segundo julgamento, realizado em 2023, os jurados desclassificaram o crime para homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
A pena aplicada foi de um ano, seis meses e 20 dias de prisão, mas a punibilidade foi extinta em razão da prescrição.
O Ministério Público recorreu da decisão sustentando que ela contrariava as provas técnicas produzidas no processo, especialmente o laudo necroscópico da criança.
Segundo os promotores, o exame apontava lesões incompatíveis com a versão de acidente doméstico apresentada pela defesa e indicava ação humana dolosa.
O recurso foi aceito pelo Tribunal de Justiça paulista, que determinou a realização de um novo julgamento.
A defesa tentou reverter a decisão no STJ, mas não teve sucesso.
Com isso, o réu foi submetido novamente ao Tribunal do Júri.
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