Pesquisa: Por que a disputa pelo Senado segue aberta em quatro estados?
A dez dias do primeiro turno, a disputa que definirá dois terços do Senado ainda tem um contingente expressivo de eleitores sem candidato.
Nas pesquisas espontâneas da Quaest divulgadas nesta quarta-feira (23/9), 79% dos entrevistados em São Paulo não citaram um nome para senador.
O índice foi de 77% no Rio de Janeiro, 74% em Minas Gerais e 56% no Distrito Federal.
Mesmo quando os nomes dos candidatos são apresentados, os indecisos representam 29% em Minas, 24% em São Paulo, 21% no Rio e 11% no DF.
São números da estimulada geral, que considera as duas escolhas para o Senado, sem separar primeiro e segundo voto.
O tamanho dessa indefinição ganha peso pelo que estará em jogo em 4 de outubro.
Serão eleitos 54 dos 81 senadores, ou seja, dois terços.
Cabe à Casa aprovar indicações para o Supremo Tribunal Federal, para a presidência e a diretoria do Banco Central e para chefias de missões diplomáticas.
O Senado também processa e julga ministros do STF por crimes de responsabilidade.
A esses poderes se soma a influência dos senadores sobre o Orçamento, ampliada pelo aumento dos recursos destinados a emendas parlamentares nos últimos anos.
Para o cientista político e escritor Sérgio Abranches, a indefinição é parte de uma campanha que não empolgou o eleitorado.
“Essa campanha está fria, muito diferente.
Porque ela não empolga nem para presidente, nem para governador, nem para o Senado.
É impressionante.
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