Sem acordo, Fux mantém caso BRB em aberto para continuidade de negociações
Ainda que sem acordo, a audiência de mediação no Supremo Tribunal Federal ( STF ) sobre o caso que envolve o resgate do Banco de Brasília (BRB) foi finalizada com a intenção dos atores envolvidos de continuar com as negociações.
A reunião, aberta à imprensa por decisão do ministro Luiz Fux, teve contrapontos e discordâncias entre o Governo do Distrito Federal (GDF), a União, o BRB e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Já no fim do evento, depois das partes apresentarem seus pontos e dificuldades, o ministro Fux questionou se ainda seria útil continuar com as tratativas.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), respondeu que sim.
O ministro entendeu que houve concordância para que as conversas continuassem.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas “As partes entendem que ainda é útil prosseguir nessas tratativas de criar uma equação econômico-financeira para a solução desse problema, nunca desconhecendo que a origem do problema está exatamente num gravíssimo mal feito, mas que não é atribuída à atual governadora”, disse o ministro no fim da audiência.
Fux ressaltou que a reunião foi aberta à imprensa para que os fatos fossem esclarecidos.
Em vários momentos, o ministro usou a metáfora de que se pode levar o cavalo ao rio, mas não se pode obrigá-lo a beber água.
O magistrado disse aos presentes para não esperarem “do Judiciário uma decisão determinando garantia ou, para nós usarmos essa linguagem tão comum na economia, nem empurrando o cavalo para beber água e abrindo a boca dele”, afirmou.
O BRB vem enfrentando problemas de capital e liquidez desde a compra de carteiras supostamente fraudulentas do Banco Master.
O BC constatou a cessão de crédito inexistente no primeiro semestre do ano passado e fez uma comunicação ao Ministério Público Federal (MPF).
Atualmente, tanto o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, quanto o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, estão presos.
Desde então, o banco distrital vem buscando soluções para cobrir o rombo deixado pela relação com o Master.
O empréstimo do FGC de R$ 6,6 bilhões ao governo do Distrito Federal era uma das soluções que possibilitariam que o acionista do banco, o governo do DF, capitalizasse a instituição.
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