Ministério da Justiça demite Eduardo Bolsonaro da PF por abandono de cargo
Portaria publicada hoje no Diário Oficial da União confirmou a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, assinou a demissão de Eduardo Bolsonaro do quadro da PF. O ato consta da Portaria de Pessoal nº 135, de 18 de setembro de 2026, publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.
A decisão aponta abandono de cargo como motivo da punição administrativa. Segundo a portaria, Eduardo foi demitido por faltar ao serviço sem justificativa por período superior a trinta dias consecutivos, conduta enquadrada como infração disciplinar.
Em julho, a Polícia Federal já havia concluído o processo administrativo disciplinar e decidido pela demissão. À época, a corporação informou que o caso seria encaminhado para assinatura do ministro da Justiça, etapa que agora foi formalizada com a publicação no DOU.
Eduardo Bolsonaro está nos EUA desde fevereiro de 2025 e diz viver como exilado político. Ele acumulou faltas sem justificativa e, após perder o mandato de deputado federal, deveria ter retornado ao cargo de escrivão no Rio. Eduardo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, devido à sua atuação nos EUA para intimidar o Judiciário e impedir a análise da tentativa de golpe
O processo disciplinar foi aberto em fevereiro de 2026 após ele não se reapresentar ao trabalho. Durante a instrução do procedimento a Corregedoria da PF no Rio determinou a entrega da carteira funcional e da arma de fogo.
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