Enquanto fogo recua no Cerrado, Pantanal tem alta de 179% em MS
O Pantanal concentra o principal aumento na área atingida pelo fogo em Mato Grosso do Sul em 2026.
De janeiro a 17 de setembro, foram queimados 113.014 hectares no bioma, alta de 179,7% em relação aos 40.412 hectares registrados no mesmo período de 2025.
Os dados constam no informativo CICOE/PEMIF (Centro Integrado de Controle Estadual de Emergências/Programa Estadual de Manejo Integrado do Fogo), divulgado nesta sexta-feira (18).
O levantamento mostra que o avanço da área queimada no Pantanal ocorre mesmo com a redução registrada nos outros dois biomas presentes no Estado.
No Cerrado, a área atingida caiu de 54.620 hectares em 2025 para 20.865 hectares em 2026, redução de 61,8%.
Já na Mata Atlântica, o recuo foi de 79,6%, passando de 14.092 para 2.880 hectares.
Em relação aos eventos de fogo, o Pantanal também teve aumento: foram 145 ocorrências em 2026, contra 106 no mesmo período do ano passado, crescimento de 36,8%.
No Cerrado, os eventos caíram de 597 para 378, redução de 36,7%, enquanto na Mata Atlântica passaram de 77 para 68, queda de 11,7%.
Prevenção cresce - Os dados do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul também apontam aumento na emissão de atos declaratórios relacionados à prevenção de incêndios florestais.
No Pantanal, foram emitidos 89 atos declaratórios em 2026, contra 41 em 2025, aumento de 117,1%.
No Cerrado, o número saltou de 23 para 70, crescimento de 204,3%.
Na Mata Atlântica, passou de um para três, alta de 200%.
O documento também registra os dados referentes aos atendimentos do Corpo de Bombeiros a ocorrências de incêndios em vegetação.
Até o período analisado, foram contabilizados 2.452 atendimentos em 2026, contra 3.357 em 2025, uma redução de 27%.
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