Fazenda recusa reunião com governo do DF para tratar de empréstimo bilionário ao BRB
GDF deve apresentar novas propostas para tentar destravar empréstimo de R$ 6,6 bi para BRB O Ministério da Fazenda recusou uma reunião solicitada pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), para discutir o empréstimo bilionário de socorro ao Banco de Brasília (BRB).
Atualmente, o banco encontra-se em crise por causa de negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025 (entenda mais abaixo).
Por causa disso, o governo do DF (GDF) tem participado de sucessivas reuniões para tentar destravar a negociação.
No início de agosto, a governadora chegou a acusar os órgãos federais de "inércia" no tratamento do tema – o que gerou reclamações públicas do ministro da Fazenda, Dario Durigan.
A nova reunião foi pedida pelo GDF à Fazenda no dia 20 de agosto.
Em documento assinado na segunda-feira (31) em resposta à solicitação, o chefe de gabinete do ministério, Fábio Terra, afirmou que a estruturação e a execução da operação "não se inserem nas atribuições do Governo Federal", pontuando que isso "nunca impediu" que a pasta "ajudasse no que coubesse".
No entanto, afirma que o entendimento é de que é necessária a articulação, pelo DF, com instituições financeiras e demais agentes do mercado, "inclusive para a definição dos elementos concretos da operação".
"Sem prejuízo dessa articulação, permanecemos à disposição para participar das reuniões e auxiliar na coordenação dos encaminhamentos necessários à implementação da operação", diz o ofício.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da governadora disse que Celina Leão "não comentará".
O que gerou a crise do BRB? Governadora do Distrito Federal, Celina Leão, em audiência de conciliação no STF sobre o empréstimo do BRB Gustavo Moreno/STF A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco.
Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações.
Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.
A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança.
O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Distrito Federal.