Gasto p�blico e juros sufocam a economia
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Os juros altos que resultam da gestão perdulária do Orçamento no governo de Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) impactam a economia de forma cada vez mais crítica, intensificando o estresse financeiro sobre famílias e empresas.
O aumento persistente dos gastos públicos e a multiplicação de programas de crédito subsidiado, cujos volumes já se aproximam ou superam a marca de R$ 200 bilhões, geram desequilíbrios que forçam o Banco Central a manter a taxa básica excessivamente alta.
A Selic , em patamar restritivo de 14% , propagou seus efeitos com atraso, mas de maneira inevitável chegou ao mercado, comprimindo o consumo, os investimentos produtivos e a capacidade de rolagem de dívidas.
Os indicadores da atividade econômica confirmam a desaceleração em curso. O volume de vendas no varejo avançou apenas 0,1% em maio ante abril e acumula 1,7% no ano. No período, os serviços recuaram 0,4%.
Ainda que o mercado de trabalho mantenha o desemprego em 5,4% no trimestre até junho —um patamar historicamente baixo—, há sinais de diminuição na criação de vagas e de menor crescimento dos salários.
No crédito, a deterioração é clara . A inadimplência do sistema financeiro atingiu 4,7% em junho, próximo do pico histórico. O endividamento das famílias em relação à renda alcançou recordes próximos de 50%, enquanto pesquisas setoriais apontam 82% dos lares com algum tipo de débito.
O volume de recuperações judiciais entre micro e pequenas empresas mais que dobrou em relação a anos anteriores, segundo dados do Monitor RGF, citados pelo jornal Valor Econômico. Os principais bancos sinalizam um cenário adverso, com aperto nas concessões e aumento nas exigências de garantias.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.