Casas Bahia demitiu quase 12 mil funcionários desde 2023
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O Grupo Casas Bahia reduziu em quase 12 mil o número de funcionários desde 2023, ano marcado por um plano de transformação adotado pela companhia para cortar custos e tornar a operação mais eficiente.
O movimento de redução de pessoal acompanhou o fechamento de lojas e a diminuição de investimentos. Mesmo após uma melhora dos indicadores operacionais em 2025, a empresa voltou a reduzir sua estrutura neste ano, antes de pedir recuperação judicial no domingo (16).
Procurada, a Casas Bahia afirmou que o processo de reorganização envolve diferentes frentes e períodos, e os documentos apresentados no pedido de recuperação judicial contemplam informações mais amplas sobre os desligamentos realizados. A varejista diz que medidas adotadas foram necessárias para adequar a estrutura ao novo dimensionamento da operação.
O TRT-10 (Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região) determinou o restabelecimento provisório dos vínculos e proibiu novas demissões coletivas sem negociação prévia com os sindicatos. A decisão, porém, não obriga a reabertura das unidades.
A Casas Bahia vinha reduzindo sua estrutura desde 2023 , quando lançou o Plano de Transformação, estratégia voltada a cortar custos e melhorar sua rentabilidade. Em junho daquele ano, o grupo tinha 41.866 funcionários; no fim de 2023, eram 37.958.
O movimento continuou em 2024 , quando o quadro caiu para 31.739 pessoas, e em 2025, quando chegou a cerca de 30,3 mil. No primeiro trimestre de 2026, eram 30.306 funcionários e, três meses depois, 30.117. Em três anos, a companhia cortou cerca de 11.749 postos, ou 28% do quadro.
O enxugamento também atingiu as lojas. Em 2023, o número de unidades caiu de 1.127 para 1.078. Em 2025, foram fechadas outras 34 lojas, levando o total de 1.076 para 1.042. Naquele ano, a companhia reduziu em 4.576 o número de funcionários, de 35.068 para 30.492, e afirmou que as medidas buscavam retirar estruturas que não geravam valor e aumentar a eficiência.
O enxugamento da estrutura veio acompanhado de uma melhora nos indicadores operacionais. A margem Ebitda ajustada, que mostra quanto do faturamento sobra como resultado operacional antes de itens como juros, impostos, depreciação e amortização, passou de 6,1% no primeiro trimestre de 2024 para 9,8% no quarto trimestre de 2025.
A companhia também registrou R$ 2,2 bilhões em fluxo de caixa livre da firma em 2025, R$ 1,2 bilhão acima do ano anterior.
O problema é que a melhora operacional não resolveu todas as dificuldades financeiras. Os juros continuaram pesando sobre o resultado, dentre outros fatores como competição. Em 2025, o CDI médio passou de 10,8% para 14,3%, aumentando o custo financeiro da companhia.
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No primeiro trimestre de 2026, a empresa ainda apresentava melhora operacional. O Ebtida ajustado chegou a R$ 597 milhões e o fluxo de caixa livre, a R$ 852 milhões.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.