MPE pede à Justiça Eleitoral indeferimento de ‘Cadu de Lula’ e ‘Rodrigo Bolsonaro’ como nomes de urna no RN
Candidatos com nomes associados a Lula e Bolsonaros foram contestados pelo MPE Reprodução O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) que impeça dois candidatos ao Governo do Estado de utilizarem nas urnas os nomes “Cadu de Lula” (PT) e “Rodrigo Bolsonaro” (Agir).
O MPE argumenta que as denominações podem gerar confusão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.
Os pareceres também se baseiam no risco de indução do eleitorado a erro e possível migração de votos. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Além dos dois casos principais, o órgão também apresentou pedido semelhante envolvendo a candidatura de “Samanda de Lula” (PT), que concorre a uma vaga no Senado Federal.
O caso segue a mesma linha de raciocínio dos outros dois pareceres.
Samanda é vereadora em Natal e utiliza o nome civil "Samanda Alves".
Samanda Alves foi registrada no TSE como "Samanda de Lula" Elpídio Júnior / CMN Ao g1, o TRE-RN informou que os processos ainda estão em fase de análise interna.
Os processos estão nos gabinetes dos juízes para análise e não há previsão de julgamento pelo Pleno da Corte.
A tramitação segue a Resolução TSE nº 23.609/2019.
A campanha de Cadu de Lula comunicou que o nome surgiu de forma espontânea e que a relação com o presidente Lula trata-se de um "vínculo de pertencimento" (veja nota abaixo).
Rodrigo Bolsonaro disse que o MPE está apenas "fazendo o seu trabalho" e que está tranquilo quanto ao nome de urna (veja declaração abaixo).
O g1 entrou em contato com a campanha de Samanda de Lula, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem.
Conheça os candidatos a governador do RN Conheça os candidatos a vice-governador do RN Conheça os candidatos ao Senado pelo RN MPE aponta risco de migração de votos Os pareceres, assinados pelo procurador regional eleitoral Fernando Rocha de Andrade, sustentam que o uso de sobrenomes de figuras políticas de grande notoriedade por candidatos sem vínculo familiar pode gerar dúvida sobre a identidade e induzir o eleitorado a erro.
No caso de Cadu, candidato da coligação Time que Cuida (PDT/PSB/PT/PC do B/PV), a Procuradoria ressalta que o candidato é registrado civilmente como Carlos Eduardo Xavier e não possui qualquer relação familiar com o presidente Lula.
O órgão também afirma que a expressão não corresponde à forma como o candidato é conhecido publicamente, sendo identificado como “Cadu Xavier” desde 2019 em registros oficiais e na imprensa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio Grande do Norte.