Veterinária morta em ataque havia relatado agressividade de cão em artigo
A médica veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, que morreu após ser atacada por um cachorro do Senado, publicou um artigo em que relatava o comportamento agressivo do animal.
O estudo foi realizado em 2024, enquanto ela ainda atuava como estagiária da Casa Federal .
A pesquisa apontou que dos quatros animais que estavam no canil, apenas o cachorro Jethro, da raça pastor-belga-malinois — responsável pelo ataque — demonstrou comportamento agressivo.
O levantamento classificou que, em uma escala de 0 a 10, Jethro apresentava nota nove para agitação e agressividade e dez para alerta.
Veja abaixo.
Veterinária morta por cachorro do Senado já tinha classificado o animal como agressivo Dos cães analisados, o pastor belga foi o único que apresentou “anomalias comportamentais”, dentre elas girar no próprio eixo e saltar nas paredes.
Ainda de acordo com o artigo científico, o comportamento pode significar que o animal estaria estressado. ” Tais comportamentos tendem a estar associados com estados de frustração do animal e podem ser um indicativo de baixo nível de bem estar quando expressados com frequência. […] Cães de trabalho da raça Pastor Belga Malinois apresentam acentuado grau de ansiedade, agitação, medo e tédio ao permanecer reclusos nos boxes, dessa forma, é recomendada uma maior interação e promoção de atividades físicas para melhorar o bem-estar deste animal, em específico”.
O animal também apresentava agressividade quando interagia com outros animais.
“Ambos (K9 Jethro e K9 Hummer) eram considerados territorialistas, o que gerava atritos na interação mútua, porém não interferia na convivência com os outros animais ou com outras pessoas”.
Canil apresentava problemas estruturais A pesquisa apontou, ainda, que o espaço disposto para os cachorros permanecerem era menor que o recomendado pela regulamentação veterinária.
Cada boxe individual possuía 6,21 m² e 6,63 m², sendo que o tamanho mínimo é de 8m² por animal a partir de 20 kg.
No entanto, o estudo defende que essa falta de espaço poderia estar sendo recompensada pela quantidade de tempo que os cães ficavam fora dos boxes — devido tanto as atividades de treinamento, quanto as de trabalho.
Leia também Distrito Federal Em estado grave, veterinária atacada por cão do Senado é operada Na Mira Morre veterinária atacada por cão em canil no Senado Federal Na Mira Veterinária atacada por cão do Senado teve lesão gravíssima no pescoço O canil também não tinha camas para que os animais pudessem descansar, ou seja, eles tinham que dormir direto no chão.
Por esse motivo, três dos quatros tinham calos de apoio no corpo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.