Buzeira e principais investigados na Operação Narco são soltos após decisão do TRF-3
Os principais investigados na Operação Narco, entre eles o influenciador Bruno Alexander Souza Silva, conhecido como Buzeira, já foram colocados em liberdade nesta quarta-feira (19) , após decisão da Justiça Federal.
As defesas dos suspeitos impetraram habeas corpus, que foram julgados conjuntamente pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).
Os pedidos apontaram que os investigados não tiveram acesso integral às provas utilizadas na investigação.
Segundo as defesas, mais de 10 terabytes de arquivos armazenados em HDs externos e entregues pela Polícia Federal como parte do material probatório estavam corrompidos.
O conteúdo incluía conversas de WhatsApp, vídeos e registros de transações financeiras.
Com parte do material indisponível, os advogados argumentaram que ficaram impossibilitados de analisar adequadamente as acusações e exercer plenamente a defesa.
O TRF-3 reconheceu excesso de prazo na manutenção das prisões e determinou a soltura dos investigados , mediante o cumprimento de medidas cautelares.
Além de Buzeira, foram beneficiados pela decisão Davidson Praça Lopes, Francisco Rafael Rodrigues da Silva e Rodrigo de Paula Morgado.
Os investigados são suspeitos dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Entre as medidas impostas pela Justiça estão o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o país.
Lavagem de dinheiro e organização criminosa De acordo com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, Buzeira teria utilizado casas de apostas on-line, criptomoedas, pessoas interpostas e empresas de fachada para movimentar e ocultar recursos que, segundo a investigação, seriam provenientes do tráfico de drogas.
Segundo o Ministério Público Federal, entre agosto de 2023 e março de 2025, Buzeira teria enviado pelo menos US$ 15 milhões em criptoativos para Rodrigo de Paula Morgado.
A investigação aponta que o esquema funcionava por meio da circulação de grandes quantias em contas vinculadas a empresas de fachada e pessoas físicas .
Os valores passariam por diferentes camadas de movimentações financeiras para dificultar a identificação da origem e, posteriormente, seriam distribuídos aos beneficiários.
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