ONU admite fracasso da meta de 1,5°C e faz alerta urgente ao mundo
O mundo não conseguirá mais manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C e agora precisa concentrar esforços em limitar o quanto esse limite será ultrapassado, afirmou a Organização das Nações Unidas (ONU) antes das negociações climáticas da COP31, que ocorrerá no próximo mês na Turquia.
A retirada dos Estados Unidos da luta contra as mudanças climáticas está tornando essa tarefa ainda mais difícil.
Os países precisarão reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO₂) em quase um quinto até o fim da década, na comparação com os níveis de 2025, para alcançar a menor ultrapassagem possível desse limite, informou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em seu relatório anual sobre a lacuna de emissões, publicado nesta quarta-feira.
O PNUMA definiu esse cenário como aquele em que a temperatura global fica entre 1,7°C e 1,8°C acima dos níveis pré-industriais e retorna a 1,5°C até o fim do século.
O órgão descreveu os cortes necessários nas emissões como “imediatos, profundos, rápidos e sustentados”.
Menos da metade das economias do G20 está no caminho para cumprir suas metas atuais para 2030, segundo o relatório, que projeta um aquecimento de 2,6°C até 2100 com as políticas atualmente em vigor.
“Não é hora de jogar a toalha”, disse a diretora-executiva do PNUMA, Inger Andersen, a jornalistas.
“Pelo contrário, trata-se de encontrar o caminho de volta.” Leia também Balanços do 3T26: O que esperar de Santander, Bradesco, Itaú e Banco do Brasil? Após o forte rali das ações do setor impulsionado pelo cenário eleitoral, investidores voltam a concentrar atenções na evolução da inadimplência, da qualidade dos ativos e das despesas com provisões PHP: falha em uma linguagem de programação ameaça tirar sites do ar; entenda O problema pode estar na versão do PHP que mantém os sites funcionando O relatório apresenta possíveis caminhos após a ONU informar, no mês passado, que ultrapassar o limite de 1,5°C previsto no Acordo de Paris de 2015 é agora praticamente inevitável.
Cada fração de grau adicional de aquecimento acima dos níveis pré-industriais aumenta o risco de eventos climáticos extremos, prejudica a produção global de alimentos e acelera a inflação.
A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris foi particularmente prejudicial aos esforços globais de combate às mudanças climáticas.
Embora o relatório aponte que o crescimento coletivo das emissões dos países do G20 desacelerou no ano passado, o aumento das emissões americanas, de 133 megatoneladas de CO₂, superou com folga o de qualquer outro país.
A Turquia, anfitriã da COP31, ficou em segundo lugar, com aumento de 24,4 megatoneladas.
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