Chikungunya crônica: por que as dores podem durar anos
A chikungunya pode deixar sintomas por meses ou até anos após a fase inicial da infecção, com dores articulares intensas, inchaço e até deformidades em alguns pacientes.
Na Bahia, o alerta ganha dimensão diante do crescimento de 364,9% nas notificações da doença em 2026.Dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) mostram que 9.990 casos prováveis de chikungunya foram registrados entre janeiro e 15 de setembro deste ano, contra 2.149 no mesmo período de 2025.
Duas mortes foram confirmadas e 201 municípios baianos notificaram casos da doença.O crescimento das ocorrências aumenta também o número de pessoas expostas às manifestações da infecção, que tem como uma de suas principais características as dores intensas nas articulações.
Embora muitos pacientes tenham recuperação após a fase inicial, alguns podem continuar apresentando sintomas por períodos prolongados.Em entrevista ao portal A TARDE, médico Claudilson Bastos, infectologista e consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde, explica por que parte dos pacientes evolui para a forma crônica e quais impactos podem permanecer.Chikungunya pode passar por três fasesA doença pode ser classificada em fases aguda, pós-aguda e crônica.
Segundo informações do Ministério da Saúde, a fase aguda ou febril dura de cinco a 14 dias; a pós-aguda pode se estender de 15 a 90 dias.
Quando os sintomas permanecem por mais de 90 dias desde o início da doença, considera-se instalada a fase crônica.
Na avaliação clínica de Claudilson Bastos a evolução prolongada, porém, não ocorre com todos os pacientes.
“Por sorte boa parte das pessoas tem uma fase aguda que é auto limitada e diminui os sintomas”, afirma o infectologista.Por que a dor pode continuar por meses ou anos?A principal preocupação nos casos prolongados está relacionada ao comprometimento das articulações.
A chikungunya pode provocar dor intensa e edema, e a persistência dos sintomas pode comprometer grandes e pequenas articulações.Segundo Bastos, a evolução para a fase crônica está relacionada, entre outros fatores, à predisposição individual para alterações autoimunes e doenças reumatológicas.“Geralmente, o vírus funciona como gatilho de alguém que já tem predisposição a ter alterações, doenças autoimunes ou doenças reumatológicas.
Então, geralmente, alguém que tem predisposição para isso é que pode evoluir para a fase crônica”, explica.De acordo com o Ministério da Saúde, em mais de 50% dos casos a artralgia, nome dado à dor nas articulações, pode se tornar crônica e persistir por anos.Dor pode vir acompanhada de inchaço e deformidadesNos quadros que avançam para as fases subaguda e crônica, as manifestações podem ser mais prolongadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.