Zanin manda PF enviar íntegra do celular de Vorcaro
Mendonça é contra compartilhamento integral e diz que medida pode tumultuar análise do caso Moraes
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O ministro Cristiano Zanin (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo, 13, que a Polícia Federal envie ao seu gabinete uma cópia integral do conteúdo do celular de Daniel Vorcaro . O material deverá ser entregue até as 23h de hoje.
Zanin afirmou que precisa ter acesso aos dados para “formar a sua convicção para estar apto” a participar do julgamento que analisará o relatório sobre mensagens enviadas pelo banqueiro a Alexandre de Moraes .
Segundo ele, é necessário conhecer o conteúdo que deu origem ao relatório elaborado por determinação de André Mendonça .
A decisão foi tomada após a PF informar ao presidente do STF, Edson Fachin , que tem “plenas condições técnicas” de produzir cópias da extração do aparelho e encaminhá-las aos ministros que solicitarem o material, preservadas as medidas de sigilo.
Para o ministro, a medida “somente contribuiria” para “tumultuar” o julgamento de terça-feira e poderia colocar em risco o “êxito” das investigações.
O ministro também pediu a Fachin que apure se delegados da PF sofreram algum tipo de pressão ou constrangimento interno para liberar a totalidade do conteúdo.
Segundo Mendonça, seu gabinete dispõe do mesmo conjunto de informações disponibilizado aos demais ministros.
“Este ministro dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da sessão” , disse.
Zanin, por outro lado, argumentou que não existe “hierarquia entre os ministros do STF” e que as provas pertencem ao plenário da Corte, não a um integrante específico.
O celular de Vorcaro foi apreendido pela PF em 18 de novembro de 2025, quando o então dono do Banco Master foi preso pela primeira vez. O aparelho é um iPhone 17 Pro.
Na terça o plenário do STF deverá analisar o relatório que apontou mensagens de Vorcaro para Moraes antes da prisão do banqueiro. Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Zanin defendem o acesso integral aos dados para contextualizar o caso.
Mendonça argumenta que a inclusão de novos elementos poderia gerar “questionamentos de toda a ordem” e desviar a análise do relatório.
Segundo ele, a gravidade dos fatos “não tolera subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça” .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.