De banho de mijo à mesa no córrego, Jubinha mantém Pior Bar do Mundo
Quem mora no São Conrado conhece o endereço que fica no fim do bairro e carrega um apelido curioso: o “pior bar do mundo”.
Há quase 20 anos, o estabelecimento é comandado por Juber Batista Lima, o “Jubinha” de 60 anos, aposentado e dono de uma fama que não combina com a realidade.
Conhecido por muitos como mal-humorado, ele recebeu a equipe do Lado B com simpatia, bom humor e muitas histórias para contar.
Em sua cadeira de rodas, cercado pelos objetos que fazem parte da rotina do bar, Juber relembra a mudança que transformou sua vida.
Um problema na medula interrompeu os sinais enviados do cérebro para o corpo, afetando os movimentos e exigindo uma nova forma de encarar o dia a dia.
O nome surgiu de uma brincadeira dos próprios frequentadores.
Segundo Jubinha, os clientes passaram a chamar o local de “Pior Bar do Mundo” porque ele não tinha o costume de atender ninguém da forma tradicional.
Um colega de Jubinha, Cezinha, subiu em um caminhão e pichou o nome em uma placa e batizou oficialmente o estabelecimento.
“Esse nome não fui eu que inventei, não.
Foi tudo eles.
Eles falavam que era o pior bar do mundo porque eu não atendia ninguém.
Quem chegava já sabia como funcionava: pegava a cerveja, se servia, abria e eles quem fechava o bar, abria e depois acertava a conta, pagavam a própria conta.
Era tudo na confiança, e acabou virando a identidade do lugar”.
O estabelecimento funciona de forma simples, sem mesas e, muitas vezes, sem cadeiras suficientes para todos os clientes, que acabam se acomodando onde encontram espaço, até mesmo no chão.
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