Antes da crise: os sinais silenciosos de que a saúde mental não vai bem
O psicólogo Wagner Costa (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV) Identificar os sinais silenciosos de que a saúde mental está fragilizada é o primeiro passo para evitar o agravamento de quadros de ansiedade e depressão.
No Setembro Amarelo, especialistas reforçam que o sofrimento psíquico nem sempre se manifesta por meio de crises evidentes.
Na maioria das vezes, o esgotamento emocional dá avisos discretos na rotina, como o isolamento de atividades antes prazerosas, oscilações bruscas de humor e alterações marcantes no padrão de sono e de apetite.
Diferenciar uma “fase ruim” de um caso que exige intervenção é um dos maiores desafios.
Conforme explica o psicólogo Wagner Costa, a vida é composta por oscilações naturais, mas a persistência é o fator determinante.
“Haverá dias em que vamos acordar desanimados, sem vontade.
Mas quando essas mudanças passam a permanecer na nossa vida por mais de duas semanas, o sinal de alerta deve ser ativado e é hora de buscar ajuda profissional.
Na depressão e na ansiedade, as características permanecem”, aponta.
O especialista ressalta que o isolamento social e as mudanças bruscas de comportamento são os sinais mais ignorados e fáceis de perceber no convívio.
Além disso, o estresse e a insatisfação costumam se manifestar em funções biológicas automáticas.
“Dormir é uma das coisas mais importantes.
Quando você começa a ter dificuldade para dormir ou para acordar, e isso se torna recorrente, pode estar indicando sofrimento psíquico.
O estresse se manifesta nesses comportamentos do dia a dia, como o sono, a alimentação e a irritabilidade”, afirma Wagner.
Abordagem e acolhimento Para quem convive com alguém em sofrimento, a melhor maneira de ajudar não envolve cobranças, mas sim a presença real e a validação da dor do outro.
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