Vale (VALE3) produz 88,4 mi de toneladas de minério de ferro no 3T, queda anual de 6%
A Vale ( VALE3 ) encerrou o terceiro trimestre de 2026 com produção de minério de ferro de 88,4 milhões de toneladas, volume 6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, refletindo principalmente a menor disponibilidade de minério na operação de Serra Norte.
Apesar da queda anual, a produção avançou 5% em relação ao segundo trimestre, com o aumento dos volumes em projetos de expansão e pela forte performance do complexo S11D.
Leia também Vale (VALE3) tem lucro líquido de US$ 1,25 bi no 3º tri, queda anual de 53% Balanço foi apresentado na noite desta quinta (29) O principal destaque operacional foi a mina de Serra Sul (S11D), que registrou sua maior produção trimestral da história, com 23,8 milhões de toneladas, favorecida pelo avanço do projeto Serra Sul +20 e pelo início das operações do Britador de Compactos.
Segundo a companhia, as iniciativas devem ampliar a flexibilidade operacional e contribuir para o desempenho da produção a partir de 2027.
Enquanto o Sistema Norte sofreu com restrições operacionais e menor disponibilidade de ROM em Serra Norte, o Sistema Sudeste apresentou estabilidade, com crescimento expressivo do Complexo de Mariana, cuja produção avançou 40% na comparação anual graças à melhora operacional em Alegria e Fazendão e ao avanço do projeto Capanema.
Já o Sistema Sul recuou 5%, impactado pela paralisação das minas de Fábrica e Viga ao longo do ano, parcialmente compensada pelo maior desempenho de Vargem Grande.
Mesmo com a produção menor, as vendas de minério de ferro alcançaram 86,3 milhões de toneladas, ligeiramente acima do terceiro trimestre de 2025, beneficiadas pela venda de estoques formados em períodos anteriores.
A produção de pelotas também mostrou evolução, atingindo 8,6 milhões de toneladas, alta de 7% na comparação anual.
Com base no desempenho acumulado do ano, a Vale reafirmou sua projeção de produção de minério de ferro para 2026 entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas e manteve a expectativa de atingir o ponto médio da faixa de produção de pelotas, entre 30 milhões e 34 milhões de toneladas.
Na divisão de metais básicos, a produção de cobre recuou 6%, para 85,5 mil toneladas, refletindo principalmente a reforma programada do moinho SAG de Sossego.
O desempenho foi parcialmente compensado pelo forte resultado de Salobo, que registrou a maior produção já obtida em um terceiro trimestre.
Já a produção de níquel avançou 6%, para 49,7 mil toneladas, impulsionada pelo forte desempenho do segundo forno de Onça Puma e pela maior produção trimestral da refinaria de Sudbury desde 2013.
A companhia afirmou permanecer no caminho para atingir a metade superior das faixas de guidance de cobre e níquel para 2026.
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