Hypera: o Semavy ainda não está no preço? Por que analistas estão otimistas com HYPE3
As ações da Hypera ( HYPE3 ), que acumulam alta de apenas 2% no ano e têm desempenho inferior ao do Ibovespa, tiveram recomendação de compra reiterada pelos analistas do Itaú BBA e da XP Investimentos.
Para o Itaú BBA, a combinação de um negócio farmacêutico resiliente, melhora na geração de caixa e potencial dos medicamentos GLP-1 ainda não está refletida no preço da ação.
O banco destaca que a Hypera negocia a cerca de 8 vezes o preço sobre o lucro (P/L) estimado para 2027.
Além disso, a ação ficou cerca de 8 pontos percentuais abaixo do Ibovespa no último mês, reforçando, na avaliação do BBA, uma relação de risco e retorno favorável.
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O Itaú BBA afirma que os primeiros sinais observados para medicamentos nacionais da classe GLP-1 são positivos e que uma maior divulgação entre especialidades médicas, o engajamento com médicos e descontos podem ampliar a adoção do produto.
O banco estima que o primeiro pedido de 400 mil canetas do Semavy possa gerar receita incremental relevante.
A projeção é de R$ 75 milhões de receita bruta no terceiro e no quarto trimestres de 2026 e de R$ 120 milhões por trimestre em 2027, totalizando R$ 480 milhões no próximo ano.
A XP Investimentos também vê espaço para o Semavy contribuir para o crescimento da Hypera.
Segundo o analista Gustavo Tiseo, os dados iniciais indicam que a precificação e a disponibilidade do medicamento estão, de forma geral, alinhadas às dos produtos concorrentes, como o Ozivy, da EMS.
Na avaliação da XP, esse cenário reduz o risco de uma erosão significativa de valor nesta fase inicial.
Caso esse ambiente de preços seja mantido, a XP estima que o Semavy possa acrescentar entre 1% e 8% à receita da Hypera em 2027 e entre 0,6% e 3,7% ao EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
No cenário-base, a corretora incorporou cerca de R$ 400 milhões de receita e R$ 60 milhões de EBITDA adicionais em 2027.
Apesar do potencial de crescimento das vendas, o impacto inicial sobre o EBITDA deve ser mais limitado, segundo o Itaú BBA.
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