Trump discutirá IA com Xi, mas ressalta: “quero deixar isso exatamente como está”
WASHINGTON, 24 Set (Reuters) – O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que planeja discutir inteligência artificial quando se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, nesta quinta-feira, mas acrescentou: “Quero deixar isso exatamente como está”.
Atenção à visita O presidente norte-americano, Donald Trump, deve pressionar o líder chinês, Xi Jinping, a libertar dois cidadãos norte-americanos detidos pela China, mas não está claro se outras questões relacionadas aos direitos humanos receberão atenção semelhante durante a cúpula desta semana.
Em uma antecipação da visita de Xi na última sexta-feira, uma autoridade norte-americana afirmou que Trump provavelmente abordará com Xi os casos de pessoas detidas injustamente na China.
No entanto, a Casa Branca não informou se Trump levantará diretamente questões mais amplas relacionadas aos direitos humanos no Tibete, à minoria muçulmana uigur e à nova lei de “unidade étnica” do país.
Trump tem feito da conquista da liberdade para os norte-americanos detidos no exterior uma prioridade, inclusive na China, afirmam defensores dos direitos humanos.
Mas o líder republicano tem evitado, em grande parte, falar sobre o histórico de direitos humanos da China e não levantou publicamente questões de direitos humanos ao se reunir com outros líderes mundiais, como o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
Trump pedirá a Xi que libere Youlin Chen, nascido na China, especialista em testes nucleares norte-coreanos que está preso desde o final de 2024, e Min Zin, um acadêmico preso em junho, segundo a esposa de Chen, Yufang Rong.
Ambos são cidadãos norte-americanos.
Trump levantou o caso de Chen quando se encontrou com Xi em Pequim em maio, mas nada aconteceu desde então, disse ela.
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Chen e Zin voltarem para casa após essa reunião”, disse Elizabeth Richards, diretora de pesquisa da Fundação James Foley, um grupo de defesa de reféns.
Grupos de direitos humanos e parlamentares democratas afirmam que Trump também precisa pressionar Xi sobre o tratamento dado pela China aos tibetanos e uigures e defender os manifestantes pró-democracia de Hong Kong.
Os democratas no Congresso afirmam que Trump está minimizando as preocupações com os direitos humanos e adotando uma abordagem transacional nas relações internacionais.
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