Onde cada árvore esconde um “inimigo”: como a paranoia se aprofundou na China
TAIYUAN, China — Foi um dia agradável de visitas a templos e fábricas organizado pelo China Daily , o porta-voz em língua inglesa do Partido Comunista Chinês.
Mas terminou de forma desconfortável.
O grupo com o qual eu viajava na província de Shanxi, no norte do país — formado em grande parte por influenciadores estrangeiros em busca de seguidores e brindes chineses — foi instruído a se alinhar atrás de uma longa faixa e ser filmado entoando: “China incrível, Shanxi incrível”.
Câmeras de vigilância instaladas em um poste monitoram uma movimentada rua de pedestres em Pequim, na China, em 15 de junho de 2025.
Foto: Gilles Sabrié/The New York Times Recusei-me a participar e permaneci em silêncio, com expressão fechada.
Mais tarde, no quarto do meu hotel em Taiyuan, capital provincial, senti que talvez tivesse sido excessivamente rabugento: fazer um grupo de estrangeiros repetir slogans para a câmera sobre as maravilhas da China parecia uma ação de propaganda transparente, mas inofensiva.
E, para ser honesto, os templos do século XI que visitamos — assim como a nova rodovia que nos levou até eles — eram realmente impressionantes.
Então recebi uma mensagem pelo WeChat, aplicativo de mensagens chinês, enviada por um velho amigo de Pequim.
Advogado, de aparência elegante e honestidade quase ingênua, ele sempre me lembrara os personagens de “bons quadros do partido” dos filmes de propaganda.
Eu não o via havia mais de 30 anos e planejava visitá-lo no dia seguinte.
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Agentes da segurança do Estado, de alguma forma informados dos nossos planos, haviam aparecido à sua porta e ordenado que cancelasse a reunião.
De repente, a China pareceu menos incrível e mais alarmante.
Após décadas longe do país onde estudei chinês clássico entre 1980 e 1981 e trabalhei como jornalista de 1987 a 1991, retornei em setembro do ano passado para uma missão de seis meses.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.