Diretor da Vox explica por que Lula passou Flávio Bolsonaro na sua pesquisa de 2º turno
Nova pesquisa Vox Brasil, divulgada nesta sexta-feira (9), inverteu a liderança numérica na simulação de segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL): o presidente aparece agora com 44,2% das intenções de voto, contra 42,7% do senador.
Em entrevista à Exame, Alberto Barros, diretor e analista político do instituto, atribuiu a mudança à abstenção de eleitores de Lula no primeiro turno, que não compareceram às urnas no dia 4 de outubro, mas mantêm a intenção de voto no petista para o segundo turno.
Em oito dias, a diferença entre os dois candidatos virou de lado.
No levantamento da Vox Brasil divulgado em 1º de outubro, Flávio Bolsonaro liderava com 48,2% das intenções de voto contra 45,2% de Lula, uma vantagem numérica de 3 pontos percentuais a favor do senador.
Apesar da inversão, os dois levantamentos indicam empate técnico, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais .
O que chama atenção, porém, é a magnitude da oscilação de Flávio Bolsonaro no intervalo: o senador recuou 5,5 pontos percentuais em menos de duas semanas, enquanto Lula oscilou apenas 1 ponto, dentro da própria margem de erro.
Explicação da Vox Brasil “O Lula não perdeu o seu eleitor.
O eleitor dele simplesmente não foi votar.
Ele não foi para o Flávio, ele não foi para candidato nenhum, ele não foi votar”, destacou Alberto Barros.
Segundo ele, a mudança na liderança numérica se explica principalmente pela queda de Flávio Bolsonaro, de 48,2% para 42,7%, e não por um crescimento expressivo de Lula, que oscilou apenas 1 ponto percentual.
Estratégia rejeição dos candidatos Ainda segundo Barros, Lula mantém base sólida em segmentos como Nordeste, mulheres e católicos, e tem intensificado a campanha justamente nesses grupos, acrescentando também o eleitorado estudantil ao foco de mobilização.
Os índices de rejeição recuaram para ambos os candidatos no período.
A rejeição a Lula caiu de 52,8% para 45,2% , e a de Flávio Bolsonaro de 49,1% para 44,2%.
A queda simultânea sugere que o segundo turno ainda está em aberto e que nenhum dos dois consolidou uma imagem definitiva junto ao eleitorado indeciso.
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