Entidades alertam que falta de mão de obra ameaça obras do novo PAC
Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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Entidades da área de infraestrutura alertam que o setor pode entrar em colapso por causa da escassez de mão de obra na área e afirmam que o déficit de profissionais pode colocar em risco os custos e entregas de obras importantes, como as do novo PAC .
O alerta foi feito pela Aneor (Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias e de Infraestrutura de Transportes) e pelo Sinicon (Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada-Infraestrutura) durante reunião com o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
No encontro, eles até admitem que o setor voltou a ganhar investimento, mas ainda falta mão de obra. O déficit atual é de 75 mil engenheiros , podendo chegar a 500 mil até 2030. E o cenário não é promissor.
As entidades afirmam que o país opera abaixo do potencial produtivo porque não há sequer trabalhadores com qualificação básica suficiente. Por isso, pediram ações concretas e urgentes do governo federal ou, dizem, o sistema vai colapsar.
O gargalo, segundo as entidades, já tem elevado os custos e afetado a qualidade das obras , colocando em risco as entregas de programas estratégicos.
Por isso, elas entregaram um documento chamado de Pacto pelo Brasil, assinado por 11 entidades, que propõe ações imediatas para elevar o estoque de infraestrutura ao padrão global de 60% do PIB .
Entre as medidas propostas, estão a revisão curricular de cursos de engenharia , maior aproximação com o ambiente real das obras e mecanismos de permanência estudantil. Tudo isso para manter o interesse no curso . As matrículas caíram 30% nos últimos anos.
As entidades pedem ainda programas de qualificação rápida e certificação por competências para acelerar a formação de trabalhadores aptos a atuar em obras e previsibilidade dos investimentos para ter um horizonte de demanda.
"Transformar esses investimentos em obras e desenvolvimento exige capital humano qualificado. Precisamos olhar para a formação dos nossos engenheiros como uma questão estratégica para o crescimento do país.", diz Danniel Zveiter, presidente da ANEOR.
O ministro ouviu os pedidos, disse que o presidente Lula está ciente do problema atual e o assunto tem entrado na pauta de reuniões e eventos públicos. Mas o governo ainda não apresentou soluções concretas.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.