Tesouro Direto: taxas dão trégua nesta terça-feira e prefixados pagam até 12,91%; confira cotações
Os investidores do Tesouro iniciam a terça-feira (20) com leve alívio na remuneração das taxas.
O recuo acontece de forma generalizada entre prefixados e títulos atrelados à inflação.
Apesar da proximidade com o pleito, os olhares hoje se voltam para a disparada do petróleo lá fora ao maior nível em cinco meses, o que pode impactar a inflação global e fazer os Estados Unidos manterem os juros altos por mais tempo.
Com isso, hoje, a remuneração dos Treasuries (os títulos do Tesouro dos EUA) voltou a cair com a alta na commodity.
Quando os juros por lá caem, os investidores tendem a colocar recursos em mercados que pagam mais ou na própria bolsa dos EUA.
Pelo diferencial de juros que o Brasil ainda possui em relação aos EUA, parte desse capital acaba vindo para cá.
Segundo Rafael Passos, analista da Ajax Asset, a alta da commodity pressiona as taxas das treasuries (títulos do tesouro dos EUA), dólar e mercados de ações.
Depois de as taxas terem novo dia de estresse ontem, com o Tesouro Prefixado 2032 pagando 13,04%, hoje o mesmo título paga um pouco menos por volta das 10h.
Confira as principais cotações: Tesouro Prefixado 2029: paga 12,69%, ante os 12,83% de ontem; Tesouro Prefixado 2032: oferece 12,91%, ante os 13,04% do último pregão; Tesouro IPCA+ 2032: paga IPCA + 6,80%, enquanto ontem era 6,86%; Tesouro IPCA+ 2040: remunera IPCA + 6,72%, ante os 6,76% da sexta; Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 6,70%, ante 6,74% de ontem.
Taxas do Tesouro Direto em 20 de outubro
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