Flávio Bolsonaro visita cardeal e recebe imagem de Nossa Senhora
Flávio Bolsonaro (PL) e o candidato a vice-presidente na chapa, Alfredo Gaspar (PL), visitaram o arcebispo metropolitano de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa, na 5ª feira (8.out.2026).
O encontro foi descrito pela Arquidiocese de Brasília como uma “visita institucional” e não constava da agenda pública de campanha de Flávio.
A visita foi realizada às vésperas do 2º turno das eleições presidenciais.
Durante o encontro, Flávio recebeu das mãos do cardeal uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
A Arquidiocese divulgou imagens e uma nota sobre o encontro nas redes sociais.
Na publicação, os comentários foram bloqueados.
“O encontro transcorreu em clima de cordialidade e diálogo, constituindo uma oportunidade para a reflexão sobre questões de interesse da Igreja e da sociedade brasileira” , afirmou a Arquidiocese de Brasília.
Segundo a entidade, os temas discutidos incluíram “liberdade religiosa e de consciência, o respeito à legítima laicidade do Estado, a proteção da vida humana e da família, a promoção da justiça social, o combate à pobreza e às desigualdades, além da importância da colaboração entre o poder público e as instituições religiosas em iniciativas voltadas ao bem comum” .
Ao longo do 1º turno, Nossa Senhora Aparecida se tornou tema central da disputa presidencial depois que publicações nas redes sociais atribuíram a Flávio Bolsonaro e a políticos de direita a intenção de retirar da Santa o título de padroeira do Brasil .
Não há, no entanto, nenhum projeto com esse objetivo em tramitação no Congresso Nacional, tampouco uma mobilização organizada de evangélicos para retirar o título.
A polêmica chegou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao STF (Supremo Tribunal Federal) e provocou um embate direto entre o candidato e a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
Em agenda de campanha realizada em 27 de setembro, Flávio afirmou que o PT criou uma “fake news” sobre Nossa Senhora Aparecida “com ajuda de gente de dentro” da CNBB.
O candidato não apresentou provas da alegada participação de integrantes da entidade.
A CNBB rebateu e afirmou que não produziu , autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas às eleições.
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