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Fraudes com 'deepfakes’ disparam e desafiam tecnologias de identificação em bancos

Valor Investe ·
Fraudes com 'deepfakes’ disparam e desafiam tecnologias de identificação em bancos

Uma onda de ‘deepfakes’ caseiros tem testado a capacidade das instituições financeiras de responderem com rapidez a uma nova era de fraudes bancárias.

Com o rápido aprimoramento e barateamento da inteligência artificial (IA), ferramentas que podem ser usadas para esses crimes ficaram mais eficazes e acessíveis - e não demorou para chegarem nas mãos de grupos especializados em crimes cibernéticos.

A rede de verificação Unico identificou um aumento de 400% das fraudes com uso de 'deepfakes' no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

O termo em inglês descreve os conteúdos criados por IA generativa que imitam a aparência e a voz da pessoa com alta fidelidade.

O produto final são vídeos que parecem gravações da pessoa na vida real.

"É uma situação que abre espaço para o criminoso explorar a intimidade e o acesso aos dados da vítima.

A boa notícia é que, mesmo com IA, essas tentativas são facilmente barradas em nossa infraestrutura”, explica Fernanda Beato, diretora geral da Unico no Brasil.

“O crime cibernético se profissionalizou e hoje opera em escala industrial, estruturado sob o modelo de fraud-as-a-service [fraude como um serviço].

Quadrilhas organizadas utilizam ferramentas altamente automatizadas e inteligência artificial para disparar investidas massivas”, analisa Beato.

Diferente do uso unicamente de "deepfakes", que são consideradas fraudes simples, há um novo modo de operar dos criminosos que caracteriza fraudes sofisticadas.

Elas combinam o uso desses vídeos com conhecimento técnico avançado do fraudador, capaz de identificar e explorar vulnerabilidades no motor de prova de vida (como profundidade, textura e naturalidade da imagem), além de recorrer a técnicas de injeção de software para simular uma captura ao vivo e burlar as camadas de segurança, explica a diretora geral da Unico.

Ela aponta ainda que, nesses casos, é muito mais difícil distinguir vídeos falsos e verdadeiros, o que exige um ajuste fino das ferramentas.

A empresa estimou, em estudo publicado em julho, que as perdas por fraude em instituições financeiras globais devem aumentar mais de 120% até 2030, passando de cerca de US$ 25 bilhões em 2025 para US$ 55,3 bilhões ao fim da década

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.

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