Entenda a segurança das urnas e por que o TSE abriu um aparelho ao vivo
Conteúdo analisado : Postagens de usuários, incluindo de programadores, nas plataformas X e TikTok, questionam a desmontagem de uma urna ao vivo, em rede nacional, feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 3 de agosto. Esses perfis afirmam que abrir uma urna e mostrar os itens essenciais para a segurança da urna e do pleito, como a placa-mãe, as mídias onde são carregados os programas oficiais de votação e o componente onde os votos são gravados de forma criptografada não provam a segurança e a inviolabilidade das urnas.
Comprova Explica : Em ano eleitoral, desinformações e teorias conspiratórias que questionam a segurança das urnas eletrônicas voltam a circular com mais frequência, principalmente nas redes sociais.
Em uma transmissão inédita , o TSE abriu uma urna eletrônica em rede nacional ao vivo, em 3 de agosto, dando início à 1ª Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. O evento foi transmitido em conjunto por TVs públicas e nos canais no YouTube dos tribunais regionais eleitorais (TREs) de todas as regiões do país. Também houve transmissão em TVs por assinatura em parceria com as instituições.
O ato destinado a dar mais transparência e a mostrar os mecanismos de segurança da urna, no entanto, gerou grande repercussão nas redes sociais, e acabou sendo alvo de desinformação que questiona a segurança das urnas e a validade da ação para comprovar sua confiabilidade. Diante disso, a seção Comprova Explica apresenta detalhes da demonstração e mostra os mecanismos de segurança eleitoral em vigor.
A iniciativa visou alcançar o maior número de pessoas, permitindo que compreendessem de forma didática os componentes do equipamento e o seu funcionamento. Na ocasião, o coordenador de Tecnologia Eleitoral da Corte, Rafael Azevedo, exibiu os componentes essenciais para a segurança da urna e do pleito, como a placa-mãe, as mídias em que são carregados os programas de votação e o módulo em que os votos são gravados de forma criptografada. No total, 563 mil urnas serão utilizadas nas eleições de 2026.
A desmontagem, contudo, não foi uma auditoria nem um teste, como têm sugerido alguns conteúdos virais. “O objetivo é fornecer informação de qualidade para evitar desinformação. Não é um teste nem auditoria, embora sirva para comunicar melhor os elementos de modo a promover a auditoria por parte das entidades fiscalizadoras”, disse o TSE, em nota. Auditorias existem, mas ocorrem em outros momentos. Entre eles estão o Teste Público de Segurança (TPS), realizado no ano anterior ao pleito, e o Teste de Integridade , realizado no dia da votação.
Um dos vídeos investigados diz que uma fraude não apareceria onde as câmeras estavam apontando durante a abertura da urna. Outros posts virais ironizam a desmontagem dizendo que abrir uma única urna não prova nada, já que há milhares de outros equipamentos e o problema está em quem conta os votos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.agazeta.com.br — o conteúdo pertence a A Gazeta (ES).