Sesau discute sistema para regular transferência de pacientes da Guiana para Roraima
A proposta prevê comunicação prévia entre as unidades de saúde dos dois países e a equipe responsável pela regulação no Estado. (Foto: Ascom/Sesau) A Secretaria de Saúde de Roraima (Sesau) discutiu, nesta quinta-feira (27), com representantes do Consulado da Guiana no Brasil, a implantação de um sistema para organizar a transferência de pacientes guinanenses para a rede estadual de saúde.
A proposta prevê que as unidades da Guiana comuniquem previamente a Central de Regulação de Roraima sobre pacientes que precisam ser encaminhados ao Estado.
Com as informações clínicas antecipadas, as equipes poderão preparar a estrutura necessária para receber os casos, principalmente os de urgência e emergência.
Atualmente, segundo a Sesau, pacientes provenientes da Guiana chegam às unidades estaduais sem comunicação prévia, o que dificulta a preparação dos profissionais e da estrutura hospitalar para o atendimento.
“A ideia é formar esse vínculo e conseguirmos regular esses pacientes, saber que eles estão chegando e a equipe se prepare da urgência e emergência para recebê-los da melhor forma possível”, afirmou a secretária adjunta da Sesau, Juliana Gomes.
A proposta prevê a integração das unidades de saúde da Guiana ao sistema de regulação utilzaado em Roraima..
Quando houver necessidade de transferência, médicos, assistentes e os núcleos internos de regulação das unidades guianenses poderão inserir a solitação diretamente no sistema, acompanhada das informações clínicas do paciente.
A partir do pedido, um médico regulador da Central de Roraima avaliará o caso e fará a articulação com a unidade de origem.
Depois da análise, será definido o encaminhamento e comunicada a unidade responsável por receber o paciente.
Com a comunicação antecipada, a equipe poderá preparar o leito, os profissionais e os equipamentos necessários para o atendimento.
De acordo com o Coordenador da Central de Internação e Urgências do Estados, Vicente Brito, muitos dos pacientes transferidos da Guiana chegam em condições graves e necessitam de atendimento especializado.
“Geralmente os pacientes que são transferidos estão em estado grave, com traumatismo craniano, disfunção de múltiplos órgãos, e precisa ter um suporte adequado, inclusive com leito de UTI preparado.
É uma medida assistencial que melhora a sobrevida e diminui a mortalidade desses pacientes, porque tem uma preparação e recebe da melhor forma o paciente”, explicou.
A expectativa da Sesau é que a medida permita uma resposta mais rápida e organizada da rede estadual diante dos casos que necessitam de atendimento de maior complexidade.
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