Plano de Renan Santos propõe reforço de fronteiras, exploração mineral e zonas econômicas
O pré-candidato a presidência Renan Santos após fala na Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios (Foto: Gilberto Cardoso/Agência CNM) O plano de governo do candidato a presidente Renan Santos (Missão) apresenta propostas que podem ter impacto direto em Roraima, sobretudo nas áreas de segurança de fronteira, mineração, terras indígenas, agricultura, infraestrutura e desenvolvimento econômico.
O documento, porém, não detalha políticas específicas para o estado nem apresenta propostas próprias para temas como imigração venezuelana, petróleo ou feminicídio.
Intitulado Livro Amarelo – Missão 2026 , o plano reúne mais de 500 páginas de diagnóstico e propostas, mas a versão resumida entregue para as eleições concentra-se em políticas nacionais.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Fronteiras e imigração Para Roraima, um dos pontos de maior interesse está na política de fronteiras.
O candidato propõe ampliar o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), manter presença permanente do Estado nas regiões fronteiriças e aumentar a cooperação com países vizinhos.
A proposta também prevê associar a segurança ao desenvolvimento dessas áreas.
O documento defende uma estratégia que combine “tecnologia SISFRON para vigilância, presença estatal permanente nas regiões fronteiriças, cooperação internacional com países vizinhos”.
A medida poderia alcançar as fronteiras de Roraima com Venezuela e Guiana, em um Estado que segue recebendo migrantes venezuelanos e cubanos e mantém intensa circulação de pessoas e mercadorias com os dois países.
Em 2026, o fluxo migratório pela fronteira venezuelana caiu, mas a Operação Acolhida continua ativa.
Além disso, a Polícia Federal (PF) investiga esquemas de migração irregular tanto na fronteira com a Venezuela quanto na região de Bonfim, na divisa com a Guiana.
O plano, contudo, não apresenta uma política específica para venezuelanos ou cubanos, nem detalha mudanças na legislação migratória.
Garimpo, terras indígenas e mineração Outro ponto com forte relação com Roraima é a proposta de exploração de minerais estratégicos.
O programa defende um marco para a exploração mineral controlada em terras indígenas, especialmente para garantir acesso a minerais considerados estratégicos para a produção de fertilizantes.
A proposta tem impacto potencial sobre o debate em Roraima, onde a mineração em terras indígenas permanece proibida sem regulamentação específica e autorização do Congresso.
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