Trabalho infantil cai 9,2% em 2025 e atinge menor nível da série histórica
O Brasil registrou 1,499 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2025, o equivalente a 4% da população nessa faixa etária.
O número representa uma queda de 9,2% em relação a 2024 e é o menor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (16/10).
Do total registrado, 1,141 milhão realizavam atividades econômicas, enquanto 358 mil trabalhavam exclusivamente na produção para o próprio consumo.
A incidência do trabalho infantil aumenta conforme a idade e atinge 1,1% das crianças de 5 a 13 anos, 5,9% das pessoas de 14 e 15 anos e 14,5% dos adolescentes de 16 e 17 anos.
Esse último grupo concentra 58,1% de todas as pessoas em situação de trabalho infantil no país.
Leia também: Endividamento das famílias tem leve queda em setembro, para 81,7% A Região Sudeste apresenta maior contingente absoluto, com 481 mil crianças e adolescentes nessa condição, seguida pelo Nordeste, com 408 mil.
Na sequência, estão as regiões Norte, com 249 mil; Sul, com 233 mil; e Centro-Oeste, com 128 mil.
Quando considerada a proporção da população de 5 a 17 anos, porém, o Norte registra a maior incidência, de 6,3%.
O Sudeste, por sua vez, possui a menor, com 3,3%.
Por cor e gênero A pesquisa também identificou diferenças por raça e gênero.
A proporção de crianças e adolescentes pretos ou pardos em situação de trabalho infantil é de 4,4%, acima dos 3,2% registrados entre os brancos.
Leia também: Vendas de veículos deve crescer 8,6% em 2026, indica Fenabrave Os meninos representam 65,4% das pessoas em situação de trabalho infantil em 2025, com 980 mil casos.
O contingente masculino caiu 10% em relação ao ano anterior.
Entre as meninas, o total foi de 519 mil, uma redução de 7,5%.
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