Empresas colocaram IA no atendimento. Agora, novas regras exigem a presença humana
A inteligência artificial começou a entregar uma das promessas que mais despertaram o interesse das empresas: atender mais clientes, ganhar escala e reduzir custos.
Agentes de IA já respondem dúvidas, consultam sistemas, negociam dívidas e resolvem demandas que antes dependiam de uma pessoa.
Agora, uma nova regulamentação acrescenta uma variável a essa conta.
O Decreto nº 13.135/2026, publicado em 13 de outubro, estabelece novas regras para os Serviços de Atendimento ao Consumidor (SAC), incluindo a obrigatoriedade de oferecer atendimento humano em tempo real, das 8h às 20h, todos os dias da semana, nos canais abrangidos pela norma.
As regras entram em vigor em 2 de novembro e atingem setores regulados e determinados serviços financeiros.
A mudança traz uma questão importante para empresas que vêm estruturando suas operações justamente para aumentar o percentual de atendimentos resolvidos sem intervenção humana.
Os resultados mostram por que essa discussão importa.
O Banco BV utiliza agentes de IA por voz e WhatsApp para negociar boletos com cinco a 15 dias de atraso.
Segundo dados apresentados pela instituição, a tecnologia recupera 48% dos valores nessa etapa, quatro pontos percentuais acima do atendimento humano, com custo equivalente a aproximadamente um terço.
Há um detalhe importante nesse modelo.
A IA trabalha dentro de uma alçada definida.
Quando a negociação ultrapassa determinados limites, o caso passa para uma pessoa.
A tecnologia absorve aquilo que se consegue resolver e o atendimento humano permanece disponível para situações que exigem negociação ou decisão.
É justamente essa divisão que ganha ainda mais importância.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.mobiletime.com.br — o conteúdo pertence a Mobile Time.