Agricultor instala bomba nova no poço e conta de energia aumenta tanto que ele começa a suspeitar de erro no dimensionamento do equipamento
A troca melhorou a irrigação, mas o salto na conta de luz levantou dúvidas sobre potência, vazão, pressão e horas de funcionamento.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR José trocou o equipamento antigo para melhorar a irrigação, mas a primeira conta de energia após a mudança trouxe um aumento muito acima do esperado. Uma bomba de poço mal ajustada ao sistema pode trabalhar longe da condição ideal, embora o consumo elevado também possa resultar de mais potência ou mais horas de funcionamento.
Uma potência elétrica maior tende a elevar o consumo enquanto o motor funciona, mas a conta depende também do tempo diário de operação . Uma bomba que entrega mais água pode, em determinadas condições, completar a irrigação em menos horas.
Por isso, comparar apenas a potência da bomba antiga com a nova pode enganar. É preciso confrontar quilowatts, horas de funcionamento, volume bombeado e resultado da irrigação antes de concluir que existe desperdício.
O dimensionamento depende principalmente da vazão necessária e da altura manométrica total. Essa altura reúne o desnível que a água precisa vencer, pressão exigida pelo sistema e perdas de carga nas tubulações, conexões e acessórios .
A bomba centrífuga , por exemplo, precisa ser selecionada para trabalhar de forma compatível com a instalação hidráulica. Escolher apenas pela potência do motor não garante eficiência.
Uma bomba selecionada para uma condição muito diferente da instalação pode operar com rendimento inferior ao esperado. Restrições na tubulação, pressão excessiva e ponto de funcionamento inadequado podem fazer o conjunto consumir energia sem transformar toda essa potência em bombeamento útil .
A Embrapa orienta calcular vazão e altura manométrica antes de escolher o conjunto motobomba. O dimensionamento considera necessidade hídrica, área irrigada, período de operação, desníveis, pressão e perdas no sistema.
O técnico pode conferir corrente elétrica do motor, tensão, potência, vazão entregue e pressão de funcionamento. Também deve comparar as horas reais de operação antes e depois da troca, porque um equipamento funcionando por mais tempo naturalmente consome mais energia.
Um exemplo técnico da Embrapa apresenta conjunto de 3 cv associado a aproximadamente 2,21 kW de potência demandada. Mantidas cinco horas de funcionamento, isso corresponde a cerca de 11,05 kWh, antes de qualquer comparação com tarifas ou outros equipamentos.
Sim. Tubulação estreita, excesso de conexões, vazamentos, válvulas parcialmente fechadas e problemas elétricos podem prejudicar o conjunto. Nessas situações, trocar novamente a bomba sem corrigir a instalação pode manter o consumo elevado.
O nível de água do poço também importa, principalmente quando varia durante o bombeamento. Quanto maior a condição de elevação exigida pelo sistema, diferente será o ponto de operação que a bomba precisa atender.
O caminho mais seguro é comparar o projeto hidráulico com a curva da bomba instalada e medir o funcionamento real.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.