Enviado dos EUA se reúne com Putin na Rússia após encontro com Zelensky
O enviado especial dos Estados Unidos Steve Witkoff chega a São Petersburgo, na Rússia, nesta quarta-feira (21), para uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, segundo fontes.
O enviado especial da Rússia Kirill Dmitriev, que participará da reunião com Putin, encontrará Witkoff no aeroporto.
Witkoff viaja à Rússia vindo da Noruega, onde se reuniu com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky , e outras autoridades.
Leia Mais Análise: Zelensky e Marco Rubio buscam aliviar preço do diesel Enviado da Rússia na ONU se reuniu com autoridades dos EUA em Nova York Enviados dos EUA chegam a Kiev após conversas com Putin sobre plano de paz Rubio diz que reunião entre Witkoff e Zelensky foi “positiva” O secretário de Estado dos Estados Unidos , Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira que a reunião do enviado especial americano Steve Witkoff com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, foi positiva e que Witkoff compartilhará os resultados com a Rússia.
Rubio também reiterou que Washington não restringiu o acesso de Kiev ao Starlink, sistema de satélites da SpaceX essencial para os esforços de guerra da Ucrânia.
A declaração contradiz relatos de que o governo americano teria tido participação na redução do serviço para as forças militares ucranianas.
Zelensky viajou a Oslo para se reunir com Witkoff na terça-feira (20), enquanto a Ucrânia busca recompor as relações com os Estados Unidos em meio a tensões sobre o apoio militar americano, o compartilhamento de informações de inteligência e o acesso ucraniano à versão militar do Starlink.
Rubio disse a jornalistas em Mumbai, durante uma visita à Índia, que as conversas entre Witkoff e o líder ucraniano não trouxeram surpresas.
“Agora, munido dessas ideias, ele poderá ir a São Petersburgo e compartilhá-las com o lado russo.
Vamos ver se conseguimos avançar”, afirmou.
Sobre o Starlink, Rubio declarou: “O que posso dizer com certeza é que nem o presidente dos Estados Unidos nem qualquer pessoa em nosso sistema solicitou que fossem feitas mudanças nesse sistema”.
“Não podemos dizer a uma empresa privada quais decisões tomar ou deixar de tomar”, acrescentou.
“Não tenho conhecimento de que soubéssemos dessa decisão com antecedência […] mas isso é irrelevante.
O ponto principal é que o uso dos serviços é regido por um contrato comercial privado […] E, portanto, continuaremos a tratar do assunto”, disse.
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