Moraes vota para igualar licença-maternidade de mães biológica e adotivas
O ministro Alexandre de Moraes , do STF (Supremo Tribunal Federal) , votou nesta quarta-feira (16) para garantir o mesmo período de licença-maternidade a mães biológicas e adotivas , independentemente do vínculo profissional.
Pelo voto do relator, todas as mães terão direito a 120 dias de afastamento remunerado , prorrogáveis por mais 60 dias, sejam trabalhadoras da iniciativa privada ou servidoras públicas.
O prazo será contado a partir do 9º mês de gestação, do parto, da adoção ou da obtenção da guarda para fins de adoção.
Nos casos de internação, a contagem começa a partir da alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido, o que ocorrer por último.
Moraes foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli , Flávio Dino e Cármen Lúcia .
O julgamento foi suspenso em razão do horário e será retomado na próxima semana.
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Atualmente, embora a CLT já equipare mães biológicas e adotantes, algumas normas aplicáveis ao serviço público ainda preveem períodos diferentes.
No funcionalismo público federal, por exemplo, a licença para a servidora que adota ou obtém guarda judicial para adoção pode variar de acordo com a idade da criança.
Em seu voto, Moraes afirmou que as diferenças são incompatíveis com a Constituição e destacou que a proteção garantida pela licença-maternidade não se restringe à mãe, mas também alcança a criança e a formação dos vínculos familiares.
“Se a Constituição encerrou de vez qualquer diferenciação de filhos, de filhos adotivos, de filhos naturais — todos são filhos —, se todos são filhos, a mãe é mãe de todos.
A mãe é mãe dos filhos naturais, a mãe é mãe dos filhos biológicos, dos filhos adotivos.
Então, a licença-maternidade deve ser idêntica para todos, porque pressupõe também a criação desse vínculo, esse importante vínculo entre mãe e filho.” Alexandre de Moraes A ação já havia começado a ser analisada no plenário virtual, mas foi levada ao plenário presencial após um pedido de destaque de Moraes.
Com a mudança, o julgamento foi reiniciado e os ministros precisaram apresentar novamente seus votos.
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