Justiça encaminha ao STJ investigação sobre contrabando de mercúrio em garimpo de MT após suposta ligação com ex-governador Mauro Mendes
Mauro Mendes Secom/MT O Ministério Público Federal (MPF) solicitou o envio de um dos desdobramentos da Operação Hermes II ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A decisão dos procuradores da República atendeu a um pedido da 1ª Vara Federal de Campinas (SP), que levou em consideração a presença do ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes (União) como sócio de uma das empresas investigadas por comércio ilegal de mercúrio, utilizado na extração de ouro na Amazônia.
A decisão de maio a que g1 teve acessso, foi tomada pelo juiz Anderson Vioto Silva, que considerou que, na época dos fatos investigados, Mauro Mendes ocupava o cargo de governador de Mato Grosso, elemento que justifica o envio dessa parte da investigação ao STJ.
Atualmente, ele é candidato ao Senado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Em nota, Mauro Mendes define como absurdo que sua visita a um dos locais, que na época tinha participação minoritária de uma das empresas de sua família, seja motivo para a investigação.
“Visitar uma empresa seria crime? Confio na Justiça e espero que não seja mais uma armação política”, afirmou.
Agora no g1 Conforme, o documento as investigações apontaram para a presença de Mauro Mendes no quadro de sócios da empresa Maney participações LTDA, desde agosto de 2017.
Está por sua vez, possuía 40% das cotas da empresa Mineração Aricá entre entre novembro de 2011 e janeiro de 2020.
Ainda de acordo com a documentação utilizada para embasar o pedido, entre os anos de 2022 e 2023, as empresas Mineração Arica Ltda e Kin Mineração adquiriram ao menos 314 kg de mercúrio, sem as autorizações necessárias do IBAMA, o que tornou a mercadoria ilícita e tipificou o delito de contrabando.
Segundo o MPF, o produto foi comprado de integrantes de um grupo investigado por contrabando e comercialização clandestina do metal.
“As mineradoras KIN e ARICÁ fazem parte do mesmo conglomerado e compravam mercúrio do investigado ARNOLDO VEGGI, sem nenhum lastro nos sistemas do IBAMA, uma vez que não constam no sistema do CTF tais aquisições”, aponta a investigação.
O mercúrio era destinado à produção de ouro e, segundo a investigação, as transações teriam sido supostamente escondidas por meio de notas fiscais que registravam a venda de outros produtos, como "bolas de ferro", em vez do metal.
Conversas interceptadas Em uma das conversas interceptadas, de junho de 2022, um dos investigados afirma que a Mineração Aricá seria "do Mauro".
Em outro diálogo citado pelo MPF, Arnoldo Veggi, apontado na investigação como fornecedor de mercúrio ilegal, menciona o destino do produto como "Garimpo do Mauro Mendes".
De acordo com as mensagens entre os investigados, a empresa Aricá surgiu e se consolidou como uma das maiores compradoras de mercúrio ilegal comercializado pelo o grupo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso.