Elenco do Corinthians se fecha contra política interna após fala de Stabile
O elenco do Corinthians tenta se fechar em meio à crise esportiva e ao desgaste na relação com a diretoria. O UOL apurou que a ideia é recuperar a união entre os jogadores e afastar a política do clube do dia a dia do futebol, em um momento em que o time luta para escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
O movimento ganhou força após declarações do presidente Osmar Stabile depois da derrota para o Vasco, no último sábado (24), conforme apurou o UOL. Na ocasião, o dirigente negou que os atletas estivessem incomodados com os atrasos nos pagamentos e afirmou que mantém uma boa relação com o grupo.
Os relatos obtidos com pessoas próximas a diversos atletas e ligadas ao departamento de futebol, porém, apontam para um cenário diferente.
Apesar das diferenças de afinidade e de alguns episódios de atrito, os jogadores não enxergam uma divisão dentro do elenco. Segundo apurou a reportagem, os problemas de relacionamento pontuais não são tratados internamente como sinais de um racha entre os atletas.
Até os momentos de incômodo envolvendo Memphis Depay , relatados pelo UOL em 15 de outubro, são tratados como um reconhecimento da importância do atacante holandês. A avaliação é que as diferenças não devem se sobrepor à necessidade de união nesta reta final da temporada.
O desafio é recuperar uma conexão que, na visão de pessoas ouvidas, já foi determinante para o Corinthians superar momentos difíceis.
Os jogadores buscam retomar o espírito coletivo que marcou a arrancada contra o rebaixamento em 2024 e as conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil em 2025.
A tentativa também passa por resgatar o ambiente do início deste ano, quando o time conquistou a Supercopa do Brasil. Naquele período, os atletas fizeram um pacto pela conquista da Libertadores, em um movimento semelhante ao que havia sido adotado na temporada anterior para vencer a Copa do Brasil.
Fontes ouvidas afirmam que o grupo se manteve unido, apesar dos problemas enfrentados ao longo da temporada, até a eliminação nas quartas de final da Libertadores. A queda na competição continental é vista internamente como um ponto de ruptura, a partir do qual a conexão entre os jogadores começou a se perder.
Os atrasos nos pagamentos e a perda de confiança na diretoria também contribuíram para o desgaste.
A tentativa de reconstruir a união entre os atletas ocorre em meio a um distanciamento cada vez maior em relação à cúpula do clube.
Segundo apurou o UOL , a presença do vice-presidente Armando Mendonça nos jogos e nas viagens do Corinthians sempre incomodou bastante o elenco. Com Osmar Stabile, o desgaste aconteceu de forma gradual.
Nos primeiros meses após assumir a presidência, o dirigente ainda contava com o respeito dos jogadores, mas a falta de contato e a dificuldade de obter respostas seguras sobre os pagamentos reduziram essa confiança ao longo do ano.
Entre as pendências que alimentaram o incômodo estão salários, direitos de imagem e premiações que ficaram em aberto durante a temporada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.