Santos tem seu primeiro patrimônio imaterial reconhecido
A orla de Santos tem características marcantes para quem mora e quem visita a cidade.
Seja pelo jardim, que é considerado o maior do mundo (são 5.335 metros de comprimento ao longo da praia), seja pela presença frequente de grandes navios no horizonte.
Mas um outro símbolo, que faz parte da paisagem litorânea, ganhou um merecido reconhecimento recentemente.
As muretas da Ponta da Praia acabam de ser tombadas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa), como patrimônio cultural do Município.
O reconhecimento contempla as muretas em suas dimensões material e imaterial.
Com a decisão, Santos passa a ter 61 bens tombados protegidos pelo Condepasa e o primeiro reconhecido também em sua dimensão imaterial.
O tombamento protege o trecho original remanescente localizado na Avenida Rei Pelé (antiga Avenida Saldanha da Gama), entre a Rua Carlos de Campos e a Praça Almirante Gago Coutinho, na Ponta da Praia.
As informações são do portal da Prefeitura de Santos.
Inauguradas em julho de 1945 e desenhadas com forte influência da estética Art Déco, as muretas deixaram de ser apenas um elemento funcional de contenção da orla para se tornarem o maior ícone gráfico da cidade.
São consideradas como uma espécie de assinatura de Santos.
A estrutura, associada ao engenheiro Carlos Lang, ultrapassou sua função original de proteção aos pedestres e passou a estampar tatuagens, camisetas, suvenires, joias, peças decorativas e outras manifestações culturais.
O tombamento considera a relação construída entre as muretas e a população.
A dimensão imaterial reconhece a estrutura como referência cultural ligada à identidade, à memória coletiva e ao sentimento de pertencimento dos santistas.
Já a proteção material é destinada exclusivamente à preservação do trecho original remanescente da Ponta da Praia.
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